Dúvidas e Perguntas

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358 comentários:

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Anônimo disse...

Gostaria de saber se é normal uma criança de 6 anos apresentar compulsões e rituais como se tivesse TOC?

Grato,

Maria Clara

Marco Aurélio Mendes disse...

Maria Clara,

O TOC´é mais comum em adultos jovens. Isso não quer dizer que não possa tbem aparecer em crianças. Deve se ter cuidado com a diferenciação de episódios de obsessão e compulsão com um quadro mesmo do Transtorno. Os episódios obsessivo-compulsivos são comuns na infância.Se for alguma pessoa próxima à você, é importante que vc a leve a um profissional que possa fazer um diagnóstico preciso. Se for TOC, quanto mais cedo o tratamento, melhor é a resposta.

Qualquer dúvida, poste outro comentário.

Abraço.

Anônimo disse...

Olá. Gostaria de saber o seguinte : quando a pessoa diz que vai comter suicício, existe realmente risco de fazer isto ? Será que se ela quisesse se matar ela não faria sem fazer alarde ?

Grato,

Mário Marques - SP

C.Candido disse...

Olá,

Meu filho sabe tuuuuudo o que se passa na tv, nos lugares,.. enfim.. tem uma capacidade analítica incrível pros 5 aninhos apenas, consegue gravar e se ater a detalhes tão pequenos, que me acho uma bossal as vezes perto dele e as outras crianças tb.
Apesar se ser extremamente criança, como deve ser, ele não consegue ter o mesmo fascínio por atividades impostas, como dever de casa, natação, e coisas do dia a dia que pedimos pra ele fazer.
Ainda faz xixi na cama, de molhar duas três vezes por noite os lençóis.
minha separação com o pai dele foi horrenda, o pai o segurava no colo enquanto me agredia, isso foi aos 2anos dele, qdo queria castigá-lo, pra que eu não visse batia na planta do pé dele, ele apresenta certos desconfortos em relação a algumas coisas que passamos e se hoje se repetirem e mais, o pai era adicto.
Há alguma co-relação? Preciso levá-lo num psicólogo?
Aguardo retorno.
Um abraço,

C. Candido

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Olá Mário,

Infelizmente o risco exite sim. Nem sempre aquela velha estória de "cão que ladra não morde" funciona para estes casos. A pessoa pode se planejar de maneira meticulosa , em silêncio, como também pode fazer alarde, anunciando isso para todos. Não existe uma regra.

Abraço.

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Ola C. Cândido,

è importante que vc leve seu filho ao psicólogo. Pelo que vc descreveu , ele deve estar tendo dificuldade de elaborar o trauma da separação de vocês procurando maneiras de ter a sua atenção. è fundamental que ele possa elaborá-lo para um desenvolvimento mental saudável.

Abraço.

Marco Aurélio Mendes

C. candido disse...

Obrigada Marco.
É verdade, vou fazer isso sim.
Só achava q era exagero, mas pelo visto não.
Bom trabalho, sua ajuda é muito válida.

C. Candido.

Anônimo disse...

Oi,

O professor de meu filho falou que ele é hiperativo e que eu tenho que mandar ele ao méidco para tomar ritalina . Vejo que meu filho, de 9 anos, é muito agitado, mas hiperativo ?

Aguardo suas respostas. Obrigado. José Morais

Anônimo disse...

José,

Você tem razão em se preocupar com o diagnóstico precipitado. O chamado Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade vem tendo o seu diagnostico banalizado pelos profissionais de saúde. Parece que agora, toda criança mais agitada é hiperativa. Você deve procurar um psicólogo para realizar com seu filho uma avaliação neuropsicólogica para poder confirmar ou não este diagnóstico. Se vc acha que ele tem características de hiperatividade´, é importante que ele faça uma reabilitação cognitiva , que o permita a lidar melhor com suas dificuldades.

Abraço

Anônimo disse...

Olá,

uma criança que não consegue ficar parada é hiperativa? como é que eu identifico ? que problemas isto pode causar?

Marco Aurélio Mendes disse...

Uma criança inquieta não é necessariamente hiperativa. O que vemos hoje chegando aos consultórios é que muitos pais atribuem comportamentos normais da infância à hiperatividade, como se não conseguissem impor limites adequados às crianças e também como se não pudessem propiciar à elas ambientes onde pudessem brincar e se expressar livremente. Oútros fatores também podem levar à esta inquietude como conflitos internos e angústias.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ao contrário do que parece, não é um transtorno simples de ser identificado e deve ser feito apenas por um profissional qualificado, pondendo envolver, além do diagnóstico clínico, os chamados testes neuropsicológicos para a avaliação das funções cognitivas como a atenção.

Abraço.

Mariana Rosa disse...

Olá,

Tenho um filho autista de 7 anos. Ele faz terapia aqui em Curitiba mas vejo muito pouco resultado. Será que vale a pena gastar tanto dinheiro?

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Olá Mariana,

É difícil fazer qualquer comentário sobre algo tão importante para você como o seu filho. O que posso te dizer é que existem várias abordagens diferentes para realizar uma aproximação com uma criança autista. A psicomotricidade consegue obter bons resultados, bem como as terapias voltadas para o desenvolvimento de habilidades específicas que permitem um melhor manejo da crianças pelos pais no dia a dia em coisas que parecem simples como hábitos de higiene e alimentação mas que na verdade não são tão simples assim para os indivíduos autistas.
Talvez você possa procurar maiores informações no site da associação de amigos do autista.
Abraço.

Anônimo disse...

eu tenho 23 anos, e tenho muito ciumes de uma amiga minha,acho ate q sou doente,pq n consigo mas viver minha vida,ja estou cansada disso e nao suporto a ideia dela ter um namorado.

o q faço????

nunaprj disse...

Com tão poucas informações, é difícil te falar alguma coisa. Questões sexuais e afetivas devem ser tratadas dentro de um escopo mais amplo de psicoterapia , no qual você e o seu psicoterapeuta, irão juntos entender o que te faz "preencher" a sua vida com pensamentos obsessivos ligados à sua amiga, o papel que ela ocupa no seu dia a dia, porque você construiu uma ligação deste tipo, se isto é um padrão nos teus relacionamentos afetivos e muitas outras coisas.
Tchau.

Anônimo disse...

Tenho trabalhado com questões emocionais desde que "me lembro por gente". Ultimamente, essa questão causou uma ruptura em um namoro de seis meses; e a pessoa já "arrumou substituto". Isso tem me causado uma tremenda angústia. Peço um comentário breve quanto ao quadro, e complementando, ela me disse que se me tratar e evoluir (inclusive, saindo do desemprego) "há uma luz no fim do túnel".

nunaprj disse...

Olá,

Muitas vezes um relacionamento atual revive em nós sentimentos antigos, guardados e escondidos em armários fechados a sete chaves. O psicanlista inglês, John Bowlby, sugeria que aprendemos a nos relacionar afetivamente a partir dos nossos modelos de relacionamento mais primários, como com nossos pais e mães. Claro que é natural que fiquemos angustiados quando perdemos alguém e, para dar um fim a este sentimento, acabamos prometendo mudanças nem sempre possíveis. Verifique se a mudança que o outro deseja em você é algo que você realmente quer pois se não houver verdade e desejo nessa mudança, ela provavelmente se perderá por inteiro, levando a fragilidade à relaçao.
Abraço.

Tania disse...

Olá,
Gostaria de saber como poderei fazer uma reestruturação de um esquema mal adaptativo como o do abandono onde existe uma escolha de parceiros não confiaveis.

Obrigado

Tânia Silva

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Olá Tânia,

O trabalho com esquemas não tem uma estrutura rígida. Através dos relatos dos pacientes, vamos identificando as diversas áreas da vida e de que maneira atuam os esquemas disfuncionais. A partir daí, novas propostas para lidar com eles, vão sendo trabalhadas na terapia.
Diversas formas são usadas para permitir esta mudança e também para que as pessoas saiam daquele lugar famoso :"eu sei mas não consigo fazer diferente". Técnicas de imagem, de expressão emocional e corporal,e a relação com o próprio terapeuta, vão gradualmente permitindo a construção de esquemas mais saudáveis.
Um abraço.

Raniere disse...

oi, tenho 26 anos, sou formado, profissionalmente feliz, continuo estudando (mestrado), mas não consigo me relacionar com mulheres e nunca firmei namoros... não sou ciumento, desde adolescente tive problemas com aproximação, flertes, paqueras.. gostaria de saber se tem como me dar dicas de comportamento, ou se somente procurando ajuda clínica ?

nunaprj disse...

Ranieri,

Procura ajuda clínica. Trabalhos de grupo ou de habilidades sociais também podem ser úteis para vc.

Abraço.

Anônimo disse...

Tenho um problema em minha família que, creio eu, é um tanto complicado.
Há aproximadamente dez anos, minha mãe foi diagnosticada com depressão. O médico receitou tratamento com antidepressivos. Ela seguiu tomando os comprimidos por um tempo, depois de alguns meses, parou.
Desde então, a vida na nossa família tem se mostrado com uma certa instabilidade. Minha mãe, volta e meia passava por crises nervosas. Em geral, brigava e discutia com todos, principalmente nos culpando pelo seu sofrimento. Essa saga se segui até atualmente quando ela decidiu procurar novamente um psiquiatra para se tratar. Novamente ele receitou antidepressivos. E então me vem a dúvida: Os antidepressivos são suficientes para curá-la, principalmente por essas suas crises que acabam afetando a todos aqui em casa ou sessões de psicoterapia poderiam ser recomendadas para amenizar esse quadro? Essas crises podem ocorrer quando se tem depressão?

Anônimo disse...

Tenho um problema em minha família que, creio eu, é um tanto complicado.
Há aproximadamente dez anos, minha mãe foi diagnosticada com depressão. O médico receitou tratamento com antidepressivos. Ela seguiu tomando os comprimidos por um tempo, depois de alguns meses, parou.
Desde então, a vida na nossa família tem se mostrado com uma certa instabilidade. Minha mãe, volta e meia passava por crises nervosas. Em geral, brigava e discutia com todos, principalmente nos culpando pelo seu sofrimento. Essa saga se segui até atualmente quando ela decidiu procurar novamente um psiquiatra para se tratar. Novamente ele receitou antidepressivos. E então me vem a dúvida: Os antidepressivos são suficientes para curá-la, principalmente por essas suas crises que acabam afetando a todos aqui em casa ou sessões de psicoterapia poderiam ser recomendadas para amenizar esse quadro? Essas crises podem ocorrer quando se tem depressão?

nunaprj disse...

Olá,
A medicação é uma ferramenta importante no tratamento da depressão, porém, se o ambiente e a visão da pessoa sobre si mesma não for alterada, realmente é muito difícil que a mudança se consolide. Não é a toa que, a maior parte dos psiquiatras considera a psicoterapia tão importante quanto a própria medicação, a não ser que a origem do problema seja orgânica como numa disfunção tireiodiana, por exemplo.

Anônimo disse...

Muito obrigado pelo eslcarecimento.
Vou prestar mais atenção nos efeitos dos medicamentos.

Abraço!

Anônimo disse...

o que é e como funciona a fórmula S-P-E-C na psicologia ou psiquiatria?

nunaprj disse...

Olá,

SPEC pode ser a abreviatura para um tipo determinado de tomografia ou também uma abreviatura quando é relativa ao espectro de uma doença. Alguns profissionais conseideram doenças como compulsão alimentar, anorexia, dentro de um espectro maior como o obsessivo-compulsivo. Teria que ver qual é o contexto mas o primeiro (tomografia) deve ser o mais provável.

Abraço,

Anônimo disse...

Olá, tenho uma história que considero um pouco complicada.

Passei no vestibular e ingressei em uma universidade pública. Vim para uma cidade distante de onde vivi toda a vida. Estou morando sozinho e, no curso, ainda conheço pouca gente e estou com uma certa dificuldade de fazer novas amizades. Junto com tudo isso vem uma saudade tremenda da minha familia e uma angustia sem fim. Isso acaba prejudicando o relacionamento com as pessoas. Fico perdido e sem rumo. E daí vem minha grande dúvida: será que sou uma pessoa muito dependente de meus pais, a ponto de quase não suportar ficar longe deles, ou isso é um processo normal pelo qual passam todos os calouros?

Por favor, me ajudem...

Nunap disse...

Bom....O que é normal, caro anônimo ? Processos de adaptação a novos ambientes e novas fases de vida são muitas vezes difíceis, especialmente se a pessoa tem algum tipo de rigidez ou se esta mudança "atualiza" medos e angústias mais primárias como sentimentos de vulnerabilidade, abandono, crenças de que não é possível "dar conta" da vida adulta que começa a se apresentar para vc. Tente encontrar uma forma de ter contato com estas questões.

Um abraço.

Anônimo disse...

Olá,
Gostaria de saber qual o momento certo para procurar ajudar psicológica quando se desconfia que se tem algum disturbio?
Há algum tempo venho percebendo oscilações no meu humor e uma crescente dificuldade e medo ao me relacionar com as pessoas. Acompanhando isso, sinto uma grande ansiedade. Vejo que isso vem me atrapalhando, mas tenho medo de procurar um psiquiatra ou psicólogo parecer exagero e esses sintomas serem passageiros ou consequencias da nova fase que começo e minha vida.

A. Souza

Anônimo disse...

Oi Souza,

Antes de mais nada, você não precisa ter um problema "sério" para procurar um psicólogo. A terapia é um espaço de troca de experiências, um momento para você refletir sobre suas escolhas e decisões. De alguma maneira, parece ter se instaurado em você uma insatisfação com a sua maneira de lidar com os seus relacionamentos interpessoais gerando ansiedade. Se você quer mudar isto, este já é o sinal de que você pode procurar uma terapia.

Abraço.

NUNAP-RJ

Anônimo disse...

Obirgado NUNAP
Acredito no poder da terapia e nas diversas escalas em que ela atua na vida das pessoas. Pretendo procurar tratamento, mas por hora não será possivel.

A. Souza

mara disse...

ola!!
Gostaria de saber um pouco pra esclarecer minha dúvida:
minha neta tem apenas 1 ano e 6 meses e fica desesperada pra por na boca perfumes,shampoo,cremes,condicionador...sempre falo pra ela q não é pra por na boca.Que o shampoo é pra lavar o cabelinho,o creme e pra passar no corpinho ,etc.
Porém ela demostra muita vontade de comer ,e come se deixar!!!!
como se tivesse comendo um chocolate!!!
Isso nos preocupa muito,não sei se é passageiro ou algo sério pra se preocupar.
Por favor nos esclareça,obrigada.

Nunap disse...

Olá Mara...Nesta idade, a criança ainda está explorando e conhecendo o mundo à sua volta. Pode estar também, "testando e pedindo " limites adequados para os pais e cuidadores. Se ela já estiver na creche, converse com os funcionários da mesma e verifique como é o comportamento dela , em interação com outras crianças e com as "tias".
Um abraço.

dila disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nunap disse...

Dila, vc nos enviou um e-mail dizendo que postou uma msg no blog no último dia 22/05 .Conforme vc pode ver no histórico,não ficou o registro desta mensagem e portanto, não temos como respondê-la. Tente postar novamente ou envie um e-mail direto para contato@nunap.com.br

heloisatomassini disse...

Eu estou me relacionando virtualmente com uma pessoa que creio seja mto insegura, pois mesmo no msn, se eu não falar "oi", ela não fala, eu tenho que puxar o assunto pra ele conversar comigo. Diz ser mto timido. Existe isso? mesmo pelo mundo virrtual tanta timidez ou será que é algum problema. É uma pessoa reservada, que só agora, apos 4 meses esta se abrindo, contando sobre sua vida, mandando fotos, mas uma pessoa mto insegura, que diz que é sozinha, que queria sumir, que só vive pro trabalho. O que posso fazer para ajudá-lo? Porque ter que tomar a iniciativa em tudo tb não dá, estou cansada disso e com receio de que ele esteja me enrrolando, pois mora em outro país, diz que vem me visitar mas as vezes fica com pensamento distante... como posso levar esta situação a diante... gosto mto dele, me ajude!

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Olá Heloísa,

Percebo uma série de coisas a serem refletidas nesta mensagem. Primeiramente, não sabemos como iniciou o interesse, mesmo que virtual, por este rapaz. Acredito que logo no começo da troca de contatos ele já tenha se mostrado uma pessoa introvertida e de difícil comunicação. Neste caso, vale rever quais são os atrativos que a fizeram permanecer. Outro ponto importante será observar se em outros relacionamentos anteriores você manteve a mesma forma de interesse por pessoas de comportamentos arredios aos vínculos afetivos.

Assim, podemos começar investindo em uma profunda reflexão na maneira e direção que vêm direcionando suas escolhas. Mesmo quando tenta investir em alguém pela internet, busca um contato que além de distante afetivamente, mora fora do país. Portanto, este companheiro estaria impedido do alcance físico, tão necessário para a construção real do vínculo amoroso.

Você nos fala ainda de uma tentativa de ajuda para alguém que desconhece, como se fosse uma missão a ser cumprida, mas apresenta um nítido cansaço deste lugar de salvadora. Assim, suponho que a ajuda está sendo pedida para você e não para ele. Ainda que este papel seja extremamente sedutor por se tornar uma armadilha eficazmente elaborada.

Muitas vezes nos aprisionamos no lugar de cuidadores para que possamos nos esconder de nossas próprias necessidades. Ao olharmos para o suposto pedido do outro, nos inflamos e geramos sentido para nossa vida e dores, sem ao menos perguntarmos se o outro quer modificar algo em seu funcionamento. Arrisco em dizer que o desejo de mudança neste momento seja seu, vindo de uma parte muito rica do seu interior e não do rapaz tímido.

Espero que possamos ter lhe ajudado, não a solucionar, mas principalmente a permanecer se apropriando de seu lugar no mundo e em sua própria existência.

Equipe NUNAP

Isabella disse...

Oi! Gostaria de tira uma duvida...
tenho 17 anos de idade...e já passei por bons bocados...
mas a minha compulsão por comida tenho a impressao que está diretamente ligada á minha angustia pela palavra não...(sempre quando me proibem ou me negam alguma coisa me sinto mal e consequentemente qnd me proibo de certos alimentos... eu acoaba comendo tudo)
Só q de algum jeito...dieta no meu subconsciente significa... auto estima...merecimento...
Sempre quando "saio" da dieta...perco minha auto estima...tenho vontade de me isolar socialmente (o que já aconteceu mas eu superei)
Gostaria de saber se vocÊ tem alguma descrição clinica...ou um palpite do que sofro porque uma vez que meus pais são resistentes em me levar ao psicologo...se eu souber mais ou menos e puder pesquisar sobre o assunto terei mais argunmentos para convence-los e ser tratada
Desde já agradeço
Isabella Alves

Eloisa disse...

Tenho um problema que de tempos em tempos aparecesse,sem motivo nenhum sinto no peito uma sensação de falta de ar, como uma vontade de ficar respirando fundo (suspirando)passo o dia assim e as vezes durante meses, não sou deprimida e uma unica vez procurei ajuda medica que me receitou fluoxetina, só que não ajudou nada,depois tomei socian que por um tempo me ajudou, procuro ocupar a minha mente ao maximo para passar esta sensação. Não sei nem como explicar isto a um médico, por isso tenho vergonha de consultar novamente

nunaprj disse...

Isabela,

Parece que o que está em jogo é uma incapacidade em lidar com a frustração : você se sente angustiada quando se vê impedida de fazer determinadas coisas (como consumir alguns alimentos) e também se sente assim quando sai da dieta . De uma forma ou de outra, se vê frustrada. Durante a nossa vida, nos vemos o tempor inteiro fazendo escolhas e muitas vezes, escolher algo é negar outra coisa que desejamos.

nunaprj disse...

Eloisa,

Por que a vergonha de procurar um médico ? Fale com ele da mesma forma que vc escreveu aqui. E lembre-se que o remédio pode te ajudar num momento inicial mas a transformação realmente acontece quando você realiza as mudanças necessárias na sua vida.
Um abraço.

Anônimo disse...

bom eu quero ser psicologo e tudo!!! eu ate levo jeito as vezes pra ajuda alguns amigos mas acho que n é so isso e queria ajuda pra descobir mais sobre
se puder ajudar

Georgina MArtins - NUNAP disse...

Esta profissão requer como princípio básico o desejo de conhecer o comportamento humano em seus mais profundos conteúdos. Muitas vezes acreditamos que ao ajudarmos os outros estaremos curando nossas próprias feridas, mas não é exatamente isso que requer a vida cotidiana de um psicólogo ou qualquer profissional da área da saúde. Proponho que antes de aprofundar este estudo como uma escolha para seu futuro se aventure no seu conhecimento pessoal. Comece um processo terapêutico para que possa experimentar o que de fato significa o vínculo na relação terapêuta-paciente. Somente desta maneira poderá saber qual é de fato o motivo de seu desejo em relação ao Outro. Este tipo de contato não pode ser confundido com uma intervenção de amizade apenas, embora tenha um importante e primordial afeto entre as partes. Para ratificar o que tento esclarecer reporto-me ao grande mestre Freud, quando nos diz que "a terapia só chega onde o analista já chegou".

Um grande abraço e boa sorte em seu caminho,

Georgina Martins

Camila disse...

Duvida: Meu namorado é altamente carente, nunca esta feliz com minhas demonstraçoes de afeto. Isso é uma doença??

Grata

Anônimo disse...

Me oriente por favor. Pode haver mudança de personalidade em pouco tempo??? tipo o namorado de minha filha era super carinhoso com ela e com todos, educado, sensivel, chorava qdo eles nao estavam bem etc.
De uns 3 meses pra ca vem mudando mito e n é mais o mesmo, n aceita q falem q ele mudou. Eeles namoram á 1 ano e 7 meses, tive uma conversa com ele e me disse que ele ante nao era verdadeiro, fazia tudo para agradar as pessoas, e agora q ele esta sendo o que realmente ele é, ele tem 19 anos. Como pode?? Nao sei o que aconselhar minha filha, eles se amam, ele disse q isso n afetou o amor dele por ela, ela ta muito triste! Ou melhor nos estamos, nos oriente por favor.
Abraços, aguardo ansiosa pela resposta

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Sinto que em seu papel de pai deseja evitar o sofrimento de sua filha. Entretanto, para que possa crescer é necessário que enfrente as suas questões e decida qual o melhor caminho e, ainda mais importante, se deseja ou não este relacionamento. O jovem parece estar passando por um momento de dúvidas que se estendem ao campo afetivo. Pode não ser exatamente uma mudança de personalidade, mas a consolidação de uma pessoa entrando na vida adulta, com todas as perturbações inerentes a este período. Sua filha provavelmente também está sofrendo destas mesmas questões.

A família neste momento precisa estar presente sem que faça uma grande intervenção. Basta que sua filha saiba que tem a segurança e o apoio dos pais para que esclareça internamente o seu desejo e por onde deverá seguir. Talvez seja interessante propor apoio psicológico, tendo em vista que alguns processos internos não poderão ser auxiliados pela família e amigos. O envolvimento e a ansiedade em ajudar podem muitas vezes fazer com que os filhos dificultem o enfrentamento da situação.

Boa sorte neste momento,

Equipe Nunap.

Anônimo disse...

Gostaria de saber se um mesmo psicólogo pode atender individualmente mais de uma pessoa da mesma família. Não como uma terapia familiar. Me refiro à atendimento individual.
Obrigado.

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Olá,

Esta forma de atendimento pode ocorrer dependendo da corrente terapêutica que o psicólogo segue. Algumas linhas de trabalho permitem esta atuação. Normalmente as que se originam das abordagens psicanalíticas se posicionam de maneira mais efetiva quanto ao impedimento de se tratar outros membros da mesma família e ainda amigos muito íntimos.
Esperamos ter solucionado suas dúvidas,

Equipe Nunap

Anônimo disse...

Saio com um rapaz a 2 anos e ele já tem 2 filhos e nunca conseguiu se envolver em nenhum relacionamento de verdade,digo pra ele que isso é doença que pra ele falta referencia de um relacionamento feliz pois na sua familia não há,realmente le precisa de tartamento??Ou ser assim é normal???

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Caro anônimo,


Você tem razão quanto ao fato de uma pessoa ter dois filhos, naturalmente já ter estado em outros relacionamentos e não conseguir se envolver afetivamente pode demonstrar a necessidade de um cuidado maior. Neste caso, a terapia só seria válida se tal fato estiver afetando a vida deste rapaz a ponto de querer mudá-la. Entretanto, nos parece uma reflexão ainda mais fundamental você estar se relacionando durante dois anos com alguém que segundo seu depoimento não se envolve por ninguém. Cabe a pergunta de qual o seu lugar e o vínculo que busca mantendo esta ligação. Talvez fosse interessante um processo não de avaliação das necessidades de seu parceiro, mas primordialmente de suas próprias motivações internas neste encontro.

Esperamos que estas perguntas possam abrir caminho para um crescimento pessoal.

Equipe Nunap

Anônimo disse...

ultimamente tenho trocado/confundido muitas palavras durante minhas falas, por ex., ofereci pipoca no lugar de batata, entre varias outras situações... e tambem tem acontecido frequentemente a inversão da ordem, por ex., um cara que tem carro = um carro que tem um cara. Ja esta se tornando algo constrangedor e me incomodando... conversei com alguns amigos, e eles me disseram que pode ser simplesmente distração, mas quanto mais eu penso sobre isso, mais frequentemente acontece... pode ser que o fator idade influencie, mas pra constar, tenho apenas 18 anos, eu estava lendo algumas matérias e vi que esses são alguns dos sintomas iniciais do mal de alzheimer. qual tipo de ajuda devo procurar? agradeço desde já...

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Oi,
Os sintomas que você diz estar apresentando podem aparecer em uma série de outras patologias. É recomendado que você procure um médico para uma avaliação inicial. Também recomendo que você procure um psicólogo para realizar uma exame neuropsicológico , que irá rastrear os processos cognitivos gerais como memória, atenção, percepção, assim como um rastreio do seu quadro emocional. Depressão e stress podem impactar negativamente a memória , confundindo o diagnóstico.
Abraço.

Anônimo disse...

Olá.
Já alguma vez se ouviu falar de alguém que tenha tido ciúmes do parceiro em relação a si próprio (o parceiro)? Apercebi-me disso e achei algo meio estranho.

Obrigada

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Será que você pode reformular a sua pergunta para que ela fique mais clara ?
Obrigado. Equipe Nunap.

Anônimo disse...

Claro. A minha questão é:já se viu alguém ter ciúmes de um namorado em relação a ele, isto é, ele estar a falar de si com muita confiança, auto-estima e admiração e a sua namorada, nesse instante, apercebe-se de que tem ciúmes dele por gostar tanto de si próprio. Não sei se me fiz entender, é uma questão meio confusa. Obrigada.

Fabio disse...

Eu penso quase que 24 horas por dia, com muitos fluxos de pensamentos(sobre as mais variadas coisas, coisas que eu desejo, escolhas que tenho que fazer e etc), sinto as vezes uma dificuldade de foco, seja na hora de estudar, ou não, também sou uma pessoa dificilmente estimulada, não tenho bons resultados com provas(sejam de colégios, vestibulares e etc), tenho um bom poder de persuasão, uma relativa facilidade de aprendizado e uma dialética bem desenvolvida
Gostaria de saber se os seguintes sintomas, são característicos de alguma patologia ou distúrbio psicológico?

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Caro Fábio,

Nossa ansiedade em dar conta de diversos desejos e vontades, muitas vezes nos deixa fora de foco realmente. O que você diz apresentar não é necessariamente patológico e somente um profissional especializado que esteja em contato direto com você, pode te ajudar neste caminho. Existem também alguns tipos de testes que podem ser realizados com o objetivo de verificar como estão as diversas funções cognitivas do indivíduo, o chamado exame neuropsicológico, que avalia atenção, memória, capacidade de concentração, flexibilidade cognitiva, etc.

Anônimo disse...

ola.. gostaria de saber o que acontece..porque um homem fica inquieto perto de mim.. sempre que ele esta com os amigos fica normal..mais quando esta perto de mim fica inquieto, nao para de se mexer

obrigada

Anônimo disse...

É normal sentir-se excitada com relatos e videos que tratam de incesto? Eu nunca tive qualquer momento erótico ou sexual com meus pais. Sou filha única. Também não fantasio nada com eles, mas quando se trata de outras pessoas, é algo que mexe comigo. Tenho grande dificuldade em confiar, por isso nunca tive um relacionamento sério até hoje, mesmo sendo adulta. Sinto-me extremamente culpada com essas fantasias. Agradeço qualquer ajuda.

Nunap disse...

Olá,

Como você já deve ter ouvido de alguma forma, as fantasias incestuosas são comuns e constituintes do aparelho psíquico humano. A partir do momento que nossa sociedade configurou que a criança deveria ser criada e orientada pela família, o seu desenvolvimento psicossexual também se atrelou ao contexto parental. Entretanto, é comum que esta energia chegue de forma deslocada e direcionada para outro objeto, ou seja, em imagens externas. No seu caso, através de filmes e relatos de outras pessoas. O que de fato pode ser considerado algo a ser cuidado será a falta de elaboração destas fantasias inconscientes. Isso se tornará possível em um processo terapêutico, onde os conteúdos estarão protegidos por uma relação transferencial, entre você e o psicólogo. Este material, que hoje se apresenta em forma de conflito, gerando angústia, talvez possa estar sendo um impeditivo para siga em frente em sua vida afetiva. O caminho terapêutico provavelmente irá ajudá-la a tomar consciência do que neste momento são os fantasmas que lhe atrapalham na construção de um relacionamento de confiança com seu parceiro (a), permitindo crescer diante do outro e de si mesma.

Boa sorte,

Equipe Nunap

Anônimo disse...

Obrigada pela resposta, ela já me apontou novos caminhos para eu seguir... também me deixou com uma impressão de que não sou de outro planeta. Fantasias são símbolos, indício de algo mal resolvido, pelo que entendi, não é? Quem sabe o quanto velhos fantasmas atrapalham e deformam nossa visão, nossa confiança diante dao outro e da vida? Vou procurar ajuda terapêutica.

Anônimo disse...

Gostaria de saber até que ponto chega o sigilo profissional de um psicólogo para com o paciente. Por exemplo: e se o paciente confessar um crime?
O psicólogo pode alertar à polícia, ou à alguém mais, ou menos, próximo do paciente?

Glauce disse...

Ola ,gostaria de saber em atendimento com criança como é a forma do tratameto na abordagem comportamental cognitiva?
obrigadaa

Nunap disse...

Caro anônimo,

Este tema trata de um assunto relacionado à Ética profissional. Como estamos falando de casos extremos de risco do próprio paciente, ou ainda de terceiros, aconselhamos que você envie as suas dúvidas para o Conselho Regional de Psicologia. Este órgão existe exatamente para que as questões éticas possam ser discutidas e respeitadas. Utilizamos o CRP de cada região, vinculado ao CRF para que as regras possam ser uniformes e que venham proteger os profissionais desta área. Lidamos com humanos e os temas são sempre complexos e singulares a cada caso , mas necessitamos de "contorno", que em nosso caso se faz através das discussões acerca das condutas fundamentais para exercermos com cautela nossa função.

Uma boa noite,

Equipe Nunap

NUNAP disse...

Olá,

Não podemos afirmar as razões que podem levar uma mulher mais velha a se envolver afetivamente com um rapaz mais jovem. Acima de tudo temos que considerar que em uma relação os dois buscam alguma forma de completude. Estamos em um momento social em que a mulher vem rompendo barreiras, entre elas está o preconceito da idade e da sexualidade na vida madura. Uma mulher hoje aos quarenta, cinquenta ou sessenta anos está em plena forma sexual, com todos os desejos ainda mais aflorados. Devemos considerar que a maioria desta geração já conquistou a independência financeira e algumas estão divorciadas e livres para viverem e experimentarem relações até então impossíveis. Nesta etapa, os filhos já cresceram, a vida profissional atingiu um lugar mais maduro e muitas vezes o parceiro de sua faixa etária não acompanha esta mudança, aprisionando-se em tabus e conceitos já ultrapassados. Portanto, não devemos atribuir a este fato um desvio de comportamento. Considere a particularidade de cada indivíduo e suas escolhas, sem generalização dos fatos.

Um abraço,

Equipe Nunap

Anônimo disse...

gostaria de fazer psicologia porem nao sei como deveria me comportar sobre isso,em relaçao aos meus pensamentos

Anônimo disse...

nao sei oque faço em relacao ao meu casamento, estou desempregada a um bom tempo e isso nos ultimos dias tem me deixado muito triste, sem auto-estima e desabei a chorar numa noite dessas meu marido me deixou quieta nao falou nada, quando foi no outro dia ele veio conversar e se alterou começou a gritar comigo disse que nao suporta gente fraca o lado dele e me agrediu com palavras dizendo qu eeu sou louca e pirada que eu devia me tratar que isso nao era motivo para eu estar daquele jeito disse que nao me amava que so me suportava e jogou a aliança pedindo o divorcio, mas logo depois ele ja colocou a aliança e disse para eu parar de ser fraca e ir a luta acordar para realidade. Agora nao sei oque faço tudo o que ele disse me machucou e estou mais triste ainda, mas no resto ele e bom. estou perdida.

Nunap disse...

Cara Anônima,

Este é um momento de crise pessoal, profissional e também em seu casamento. Desta forma, passa a ser fundamental que você se reestruture para seguir em frente. Buscar um tratamento pode parecer uma rendição, mas na realidade significa se permitir uma chance de escolher novos caminhos, ou ainda, uma maneira diferente de estar no mundo. O seu casamento encontra-se neste contexto, mas não pode ser resolvido de forma isolada, precisa que você esteja minimamente fortalecida para olhar de frente e construir outro convívio. Lembre-se sempre que chance de crescer está diretamente ligada à nossa capacidade de recomeçar e transformar a realidade que hoje nos aflige, mesmo que seja para escolher permanecermos onde estamos.

Esperamos que você possa amadurecer e descobrir uma mulher que ainda lhe parece desconhecida.

Um abraço,

Equipe Nunap

Sonia Regina disse...

Olá! Uma criança de +/- 3 anos de idade sofre violência sexual; quais são os traumas que podem gerar para sua vida adulta ?
Quando há acompanhamento de profissional(psicologo), os traumas podem continuar ?
E quando não há o acompanhamento, os traumas são maiores ?

Grata

Sonia

Nunap disse...

É claro que os casos de violência sexual representam uma experiência traumática na vida da criança, em muitos casos trazendo dores irrecuperáveis. Isso decorre principalmente pelo fato de que na maioria das vezes ele ocorre em relações que deveriam ser de confiança na vida da criança. Por esse motivo, o quanto antes existir o auxílio psicoterapêutico, a possibilidade de recuperação e até mesmo de regeneração torna-se maior. É fundamental o acompanhamento psicológico para a criança e também, se possível, para os seus cuidadores diretos, para que saibam como proceder e auxiliarem neste processo tão delicado. Ao elaborar o trauma, a criança pode expressar o descontentamento e a insatisfação com a situação e mesmo a culpa que eventualmente possa sentir, já que dependendo da idade, seus pensamentos e afetos são guiados pelo universo mágico da fantasia infantil e muito manipuláveis pelo "abusador". O resultado deste evento na vida adulta deste sujeito não poderá ser previsto, mas a possibilidade de menores danos ocorre nos vínculos estabelecidos, na reconstrução da confiança, incluindo aí o vínculo terapêutico.

Esperamos ter esclarecido minimamente este assunto tão complexo,

Equipe NUNAP

Noel Araujo disse...

Olá,
Tenho um problema com minha namorada. Somos jovens, nos conhecemos e estamos juntos há cerca de 1 ano e é quase tudo ótimo, só uma coisa me incomoda: ela se acha feia.
Isso não faz o minimo sentido, ela é linda, tem todas as medidas dentro da média, nenhum defeito fisico e tem um visual alternativo que é até bastante chamativo. Inclusive não entendo porque uma pessoa que não gosta da própria aparencia adotaria um visual chamativo.
Tambem reparei desde nossos primeiros contatos que ela evita olhar nos olhos das pessoas, inclusive nos meus.
Na nossa intimidade, esse problema nao chega a ser um empecilho, ela só evita que eu fique admirando seu corpo, como uma timidez continua.
Durante todo esse tempo eu sempre procurei dar apoio, ressaltar todas as suas qualidades, assim como a minha atração, inclusive pela aparencia dela, mas ela enxerga qualquer elogio como uma piada (não se ofende, mas ri, é ironica, muda de assunto ou ignora). Achei que fazendo isso ela ficaria mais à vontade e confiante, mas depois de todo esse tempo não vi nenhuma mudança significativa.
Procurei conversar varias vezes sobre esse problema, mas ela simplesmente ouve (como se fosse por educaçao) e pronto, nao me dá nenhum retorno.
Há algumas semanas tivemos uma briga (um dos motivos foi esse problema) e eu meio que forcei ela a escolher entre marcar uma consulta com um psicologo ou tomar medidas pra melhorar as pequenas imperfeições (do ponto de vista dela) que a incomodavam tanto. Ela foi totalmente contrária a consulta com o psicologo, acredito que por 2 motivos principais: o estigma de que psicologo é pra louco, e a vergonha de explicar aos pais o motivo da consulta. Sendo assim, ela foi ao dermatologista e começou a tratar pequenas manchas na pele (que ninguem nunca repararia, diga-se de passagem), mas, mesmo assim, de forma desinteressada, como que pra evitar qualquer briga entre a gente.
Nao sei mais como lidar com isso, tudo é motivo pra ela se depreciar, já tentei estimulá-la contando alguns casos pra ver se ela se identificava, mas nada funciona. Na ultima conversa que tivemos sobre o assunto, ela me disse que nao gostava quando eu falava sobre isso, que ela se sentia triste inclusive por saber que esse problema me incomodava.
Finalmente, minha pergunta é: o que pode ser dito, do ponto de vista psicologico, a respeito desse caso? Como EU posso colaborar com isso, já que ela mostrou tanta aversao à ideia de consultar um psicologo? Se todo esse tempo de apoio e elogios nao funcionam, será que criticas nao seriam encaradas como um desafio, pra q ela se valorizasse mais? Como convencê-la a consultar um psicologo, contornando o constrangimento de ter que explicar aos pais que o namorado dela exige isso? (lembrando que conta muito tambem a visao dos pais dela em relaçao aos psicologos)
Obrigado desde já, parabéns por esse blog e desculpem se não é o tipo de pergunta que vcs abordam, mas acredito que em cima desse caso podem ser levantadas outras questões importantes. Por favor, considerem.

Nunap disse...

Olá Noel,

Este caso que você apresenta pode parecer simples para quem é espectador, mas para o sujeito que vive tal angústia é bastante complexo. Você nos fala, primeiramente, de um grande afeto desenvolvido por sua namorada, caso contrário, não estaria empenhado em ajudá-la. Entretanto, seu carinho e desejo não são suficientes para salvá-la, como é de sua vontade. Parece-nos, que nesta tentativa de retirá-la à força desta armadilha, da baixa auto-estima, você a faz mergulhar ainda mais em angústia. Muitas mulheres desviam para a aparência física suas inseguranças e dificuldades, principalmente neste momento histórico e social em que existe uma beleza programada. Sua namorada pode até ser uma dessas pessoas, mas ao mesmo tempo busca algumas saídas, como explorar um visual alternativo e manter um vínculo afetivo com você. Claro que seria muito interessante que ela pudesse começar um processo terapêutico, mas iniciá-lo necessitaria de alguns movimentos internos que ela ainda não dispõe, entre eles, enfrentar a opinião prévia sobre a psicologia. Assim, nos resta confrontá-lo sobre o que o faz tão mobilizado em salvá-la e que, neste momento, está impedindo que a aceite com todas as suas singularidades. Talvez, um caminho viável para um novo momento, seja você também buscar uma terapia que o ajude a compreender melhor os seus próprios mecanismos e funcionamento interno. Desta maneira, olhando de frente para suas questões, poderá alcançar respostas, que em alguns momentos buscou responder no comportamento de sua parceira. Em uma relação, quando um busca o caminho da consciência, o outro inevitavelmente será tocado.

José Ivo_ disse...

Olá, sou casado há quase 2 anos e minha esposa tem um temperamento não muito comum. Ela sente raiva em excesso das pessoas e pelas mínimas coisas, é muito tímida também, chega a ter vergonha até de falar com as pessoas. É muito dramática, sentimental e carente. E eu sou exatamente o contrário, e isto, claro, ocasiona vários conflitos entre nós. Há várias pessoas com quem ela não fala mais. E todas essas características dela me incomodam extremamente! Como conviver assim? Podem me indicar algum rumo?

anonima disse...

Olá,

Sou divorciada há quase quinze anos,tenho um filho de 22 e estou extremamente preocupada com seu comportamento.Ele não se relaciona direito com as pessoas,fica o tempo inteiro no computador,quando arranja um emprego,não permanece lá mais que oito meses,só se comunica comigo de forma exaltada e, numa discursão entre nós,num momento ele defende um ponto de vista,e em outra ocasião,se discutirmos pelo mesmo problema,ele defende outro ponto de vista,como se eu estivesse falando com outra pessoa.O que significa este tipo de comportamento,me ajude por favor.

sds.

Anônimo disse...

Olá,

Sou divorciada há quase quinze anos,tenho um filho de 22 e estou extremamente preocupada com seu comportamento.Ele não se relaciona direito com as pessoas,fica o tempo inteiro no computador,quando arranja um emprego,não permanece lá mais que oito meses,só se comunica comigo de forma exaltada e, numa discursão entre nós,num momento ele defende um ponto de vista,e em outra ocasião,se discutirmos pelo mesmo problema,ele defende outro ponto de vista,como se eu estivesse falando com outra pessoa.O que significa este tipo de comportamento,me ajude por favor.

sds.

anonima disse...

Olá,

Sou divorciada há quase quinze anos,tenho um filho de 22 e estou extremamente preocupada com seu comportamento.Ele não se relaciona direito com as pessoas,fica o tempo inteiro no computador,quando arranja um emprego,não permanece lá mais que oito meses,só se comunica comigo de forma exaltada e, numa discursão entre nós,num momento ele defende um ponto de vista,e em outra ocasião,se discutirmos pelo mesmo problema,ele defende outro ponto de vista,como se eu estivesse falando com outra pessoa.O que significa este tipo de comportamento,me ajude por favor.

sds.

anonima disse...

Olá,

Sou divorciada há quase quinze anos,tenho um filho de 22 e estou extremamente preocupada com seu comportamento.Ele não se relaciona direito com as pessoas,fica o tempo inteiro no computador,quando arranja um emprego,não permanece lá mais que oito meses,só se comunica comigo de forma exaltada e, numa discursão entre nós,num momento ele defende um ponto de vista,e em outra ocasião,se discutirmos pelo mesmo problema,ele defende outro ponto de vista,como se eu estivesse falando com outra pessoa.O que significa este tipo de comportamento,me ajude por favor.

sds.

anonima disse...

Olá,

Sou divorciada há quase quinze anos,tenho um filho de 22 e estou extremamente preocupada com seu comportamento.Ele não se relaciona direito com as pessoas,fica o tempo inteiro no computador,quando arranja um emprego,não permanece lá mais que oito meses,só se comunica comigo de forma exaltada e, numa discursão entre nós,num momento ele defende um ponto de vista,e em outra ocasião,se discutirmos pelo mesmo problema,ele defende outro ponto de vista,como se eu estivesse falando com outra pessoa.O que significa este tipo de comportamento,me ajude por favor.

sds.

Nunap disse...

Olá José Ivo,

Falar de relacionamentos nos faz refletir sobre a necessidade humana de buscar um parceiro. Crescemos somente nas relações e no convívio com o "outro". Um dia você olhou para essa mulher e acreditou que ela poderia ser a outra parte para a construção de uma vida em comum. Se considerarmos que estão juntos, parece ainda acreditar. Por esse motivo nos procurou, em busca de uma forma de transformar este convívio, para viverem melhor.
Ao nos reportarmos a um casal, precisamos considerar que, cada pessoa traz para o casamento sua própria história, que ao confrontar-se com as vivências de seu parceiro, muitas vezes necessita de algumas acomodações. Não estamos falando no sentido de paralisação, mas do inevitável ajuste de dois indivíduos diferentes, tentando formar uma terceira realidade juntos. Um caminho para este processo está na terapia de casal, que oferece um mediador, para que os dois parceiros possam se ouvir entre si. Na maioria dos casos, a falha na comunicação é exatamente o causador de muitos conflitos e, paralelamente, o empecilho para que possam crescer na diferença. Para isso, torna-se necessário que não tentem moldar o outro, aniquilando com a sua singularidade.
Esperamos que nessas poucas palavras, tenhamos auxiliado no caminho da consciência, dos sentimentos, das dificuldades, dos medos e das angústias, inerentes a todos humanos. Somos dotados de desejos e inseguranças, que inevitavelmente refletimos na relação. Falar sobre esses assuntos, tão difíceis e complexos, pode auxiliar no crescimento pessoal e do casal. Respeitar e ser respeitado no vínculo afetivo é a busca primordial de todo sujeito que opta por construir uma vida a dois.

Boa sorte para você nesta trilha para o amadurecimento da escolha,

Equipe nunap

Nunap disse...

Olá Anônima,

Você pergunta o que significa este comportamento do seu filho. O significado de um comportamento é sempre único e pessoal, não sendo possível descrevê-lo sem a observação da pessoa, da sua estória de vida e de uma análise detalhada dos aspectos afetivos e dinâmicos da personalidade. Veja que, segundo o seu ponto de vista, você relata um comportamento de isolamento e ao mesmo tempo de oposição . Seu filho porém, pode acreditar que necessita se afirmar perante você ou o que você qualifica como isolamento (passar muito tempo no computador) pode ser algo natural para ele e a sua rede de convivência. Talvez, você pudesse conversar para verificar se ele gostaria de auxílio psicológico sem necessariamente querer saber , em um primeiro momento, o que está acontecendo para, ao invés de criar um ambiente de oposição, abrir um espaço para o apoio e parceria na família.
Abraço.
Equipe Nunap

Anônimo disse...

Quria saber o que devo fazer pra meus pais entenderem que já tenho 15 anos e preciso fazer coisas que adolescentes normais fazem ... como sair com os amigos , viajar , coisas do tipo . vivo presa em casa , com 15 anos sai da minha cidade pra outra cidade apenas 3 vezes em toda minha vida , e não é isso que quero pra mim , essa vida de pessoa presa que eu tenho ... por meus pais não me deixarem sair assim de casa as vezes acho que eles não confiam em mim e acham que eu posso fazer alguma coisa de errado , mais sei o que to fazendo e eles deveriam saber que jamais vo fazer nada de errado . E com esse lance de ficar em casa , acabo ocupando meu tempo todo com pessoas qeu nunca vi na vida ( internet ) acho que é pra preencher o vazio que as pessoas que eu tenho ''perto'' deixam em mim , pessoas que msm convivendo cmg não ligam pra o que eu penso ou acho de nada , que minha opinião nunca vale nada , tanto faz eu falar como não , nunca irão me escutar mesmo ... acho que vivi 15 anos da minha vendo sendo um pessoa ''acomodada'' e nunca parei pra falar pra todo mundo como realmente me sinto ... me sinto excluída de certa forma ... a muito tempo conheci um menino por internet , e ele é a única pessoa que realmente me intende da forma correta ... o tipo de pessoa que eu jamais enconrei por perto ... e eu quero muito ver ele pessoalmente , a mãe dele apoia e tudo mais , mais meus pais como sempre não me escutam e não querem que eu veja ele D:

Renata Lima

RK disse...

Ola,
Meu namorado sofre de depressao seria por perder a mae muito cedo e por nao ter uma atencao "adequada" do pai. Ele fazia sessoes com um psicologo, porem agora esta morando fora do país e esta apenas a base de remedios indicados pelo proprio psicologo. Estava tudo correndo bem, porem algum tempo atras houve uma recaida e foi indicado que aumentassemos a dose dos remedios, que ja sao fortes, mas nao sei se isso esta funcionando muito bem. Ele passa muito tempo deitado, age como uma crianca sempre que esta sob efeito dos medicamentos, faz birra, chora e ate me chama de mamae, nos leva a trata-lo como uma crianca tambem. Gostaria de saber qual o melhor jeito de trata-lo para que ele se sinta melhor, como posso suprir essa carencia ? Seria melhor agir como mae dele ? Por favor, nao sei mais o que fazer, tento agrada-lo de todo jeito, quero ve-lo feliz novamente !

Grata,

RK

NUNAP disse...

Olá RK,

Percebo a sua angústia e o desejo de ajudar seu parceiro. Entretanto, parece ser um caso que necessita de maior atenção neste momento. O medicamento torna-se fundamental quando o paciente está sem condições de reagir, para que paralelamente possa seguir com um processo psicoterápico. Com certeza ele estabeleceu um grande e importante vínculo com o terapeuta que o acompanha, mas que neste momento não pode estar presente fisicamente. Uma possibilidade de ajuda seria pedir uma indicação a este psicólogo de alguém que pudesse dar suporte ao tratamento aqui no Brasil.
Quanto ao seu comportamento diante do quadro, por mais boa vontade que você possa ter, não irá substituir a mãe falecida. Desta forma, mantenha-se como a parceira, mulher e companheira que sempre foi e, que ele também necessita. Cuidar do seu namorado de forma materna pode dificultar o crescimento interno do seu companheiro. Um tratamento terapêutico contínuo, paralelo à medicação, facilitará a elaboração de conteúdos que estão submersos neste sofrimento psíquico. Ele precisa muito de você para ajudá-lo, mas da mulher que ele escolheu.

Boa sorte,

Equipe NUNAP

Anônimo disse...

COMO ENCONTRAR UM SERVIÇO EM TCC A PREÇOS ACESSÍVEIS A UMA ESTUDANTE DE PSICOLOGIA?

NUNAP disse...

Em serviços de psicologia aplicada nas Universidades como na PUC, UFRJ, UERJ, Estácio.
São bons serviços fornecidos por estudantes com supervisão de profissionais.
Se quiser ser atendida por profissionais, terá que procurar lugares que oferecem clínica social em alguns horários.
Abraço.

Anônimo disse...

Olá,

Tenho sentido uma grande vontade e necessidade de procurar um acompanhamento psicológico. Mas não entendo muito o porquê, já que não estou com nenhum problema e estou satisfeita com minha vida... O que explica essa vontade? Vale a pena ir a um psicólogo nessa situação?

Obrigada,
Júlia

Anônimo disse...

Gostaria de saber se episódios de falta de ar, palpitações à noite e momentos de compulsão alimentar podem ser sintomas de ansiedade, mesmo que a pessoa não se sinta psicologicamente ansiosa ou estressada.

Desde já, agradeço.

marco disse...

Sim,
falta de ar, compulsões e palpitações costumam ser sinais de ansiedade. Muitas vezes, o indivíduo está tão distante de si mesmo, tão sem contato, que não percebe a ansiedade no seu dia a dia , até o corpo dá sinais de que existe algo de errado.
É bom lembrar porém que, alguns problemas de ordem basicamente orgânica também podem acarretar sintomas parecidos. Procure um médico para descartar quadros orgânicos e, se for o caso, procure um psícologo.
Abraços.Equipe Nunap

NUNAP disse...

Olá,
Por que precisar de um problema específico para procurar um psícologo? O espaço da psicoterapia é um lugar único: um lugar de aceitação, de contato com suas emoções, no qual você pára e reflete sobre a sua vida, suas escolhas.
Abraço.

Anônimo disse...

Gostaria de saber se uma pessoa que sempre gota de expor-se como superior, sempre exibindo-se com exemplos ou criticando os demais para inferioriza-los é um exibicionista? Ou o exibicionismo apenas esta relacionado a questões sexuais?

Marco Aurélio disse...

Caro Anônino,
o exibicionismo não está sempre ligado à questões sexuais. Boa parte das vezes, o indivíduo exibicionista é inseguro, e este comportamento de exibição deriva de uma defesa apresentada diante da dificuldade em entrar em contato com os sentimentos de inferioridade. Mas , como em tudo o mais no campo da psicologia, temos que saber os detalhes da história do indivíduo para verificar o sentido deste tipo de reação.
Um abraço.

Anônimo disse...

gostaria de saber, o que eu faço estou em uma situação muito dificil,estou namorando e gosto muito do meu namorando, pois ele pediu um tempo, dizendo a ele que gosta muito de mim, mas o ploblema esta sendo com ele mesmo. ele disse que quer ficar comigo. o que eu faço

Nunap disse...

Caro anônimo,
não é possível lhe dar esta resposta. Creio que o ambiente apropriado para isto é o da terapia, na qual sera analisado o impacto da situação na sua vida, seus padrões de relacionamento afetivo, etc.
Abraço

Anônimo disse...

Ola, to passando por uma situação complicada, namoro a 4 anos, meu namorado se formou a dois anos, desde entao tem procurado emprego e nao tem conseguido, passa por seleções viaja atras das vagas, faz cursos pra tentar nova areas e todas suas tentantivas tm sido frustrante. Agora por ultimo ele foi ate outra cidade fazer uma seleção, ele tava todo confiante, a demora da resposta começou a estressar ele, ele depositou muita coisa nessa vaga,foram dois meses de espera e a dois dias mandaram, a resposta dizendo q ele nao passou no quesito entrevista. Bom, em suma, ele ficou muito frustrado, muito desmotivado. E nao sei como ajudar ele, sou estudante de psicologia do terceiro ano, acho que teria achar algo que o motive e que recupere sua auto confiança, mas to perdida. Podes me ajudar? Desde ja agradeço!

NUNAP disse...

Olá,
Talvez você possa estar fazendo uma pequena confusão entre ser namorada dele e uma futura psicóloga. Ser estudante de psicologia ou psicóloga não habilita ou prepara você para ajudá-lo. São lugares totalmente distintos. Pode não ser o seu caso mas é importante comentar que boa parte das pessoas que procuram a faculdade de psicologia deveriam fazer terapia pois afinal, O curso de psicologia não é sobre auto-conhecimento.
Voltando ao assunto, você menciona que acha que "deveria achar algo que o motive e que recupere a sua auto-confiança". Na verdade, creio que não é você que DEVE achar algo . A motivação é algo interno, não vem de ninguém ou denada que esteja fora do indivíduo. O máximo que você pode fazer é apoiá-lo neste momento difícil e até mesmo repartir com ele o desejo de que a situação mude e as suas limitações de ação.
Abraço.

Anônimo disse...

Ola, sou a estudante de psicologia do 3º ano que te enviou a pergunta abaixo! Escrevo a titulo de esclarecimento... Minha pergunta foi como namorada e não como estudante de psicologia, só mencionei que cursava psicologia por ser um site de psicologia! Sei que a grande parte dos estudantes de psicologia entram no curso por achar que vão resolver seus problemas e isso é um grande erro! quanto a terapia eu comecei a dois meses desde que iniciei meu estagio em um orfanato... Ficava muita "carregada" emocionalmente qdo saia de lá! Achei o teu blog por acaso e como minha terapia so eh naquarta feira e naquele dia meu namorado tinha recebido a resposta negativa do emprego e tava muito mal, eu fiquei confusa perdida, qrendo ajudar ele e nao podendo! Entende? Muito Obrigado pela atenção! Abraço!

NUNAP disse...

Então acho que você já deu um belo passo em não misturar as coisas. Não é nada agradável ouvir do parceiro interpretações duras e diretas e nem ouvir críticas como se qualquer frase solta fosse também uma interpretação.
De qualquer forma, a ajuda é o apoio. Estar ao lado, discutir o que ELE percebeu de incorreto na entrevista de emprego e até mesmo dividir a sua angústia de não poder fazer por ele, ou seja,de não adotar uma postura salvadora.
Boa Sorte !

Anônimo disse...

Sempre fui uma pessoa muito nervosa e ansiosa, mas desde que comecei a trabalhar à pouco mais de um mes num hipermercado, ando muito agitada, com dores de cabeça, dificuldades em dormir, dores no peito,cansaço, e ja cheguei a tal estado de ansiedade que tive a sensação que ia desmaiar. No outro dia fui 2 vezes ao hospital mas nem cheguei a entrar,voltei para casa porque nao tive coragem de falar com um medico. Tenho medo de estar a ficar com uma depressao. Ou entao sofro de ansiedade.... Gostava de ouvir uma opiniao...
obrigada

Cristina, 24 anos

Nunap disse...

Caro Anônimo,
Pelas características, parece que você está descrevendo um quadro de ansiedade. É importante que você procure ajuda especializada pois quadros ansiosos podem ter origem até mesmo orgânica ou fatores psicológicos. É comum a nossa crítica interna e o medo de fazer errado, de ser julgado, gerar um estado em que não paramos de pensar negativamente, chegando ao ponto do corpo reagir através de manifestações como a que você descreveu.
Acredito bastante no processo de psicoterapia para ajudar o indivíduo a solucionar problemas como este.

Anônimo disse...

Boa Tarde.Gostaria de saber qual é o problema e como devemos lidar com uma pessoa que espiona a vida dos outros?Essa pessoa pode se tornar prejudicial para a pessoa que ela vigia? Pois eu tenho uma amiga que cria perfis falsos para me vigiar e talvês vigiar outras pessoas, em sites de relacionamentos, além do mais ela se utiliza de outras formas para saber mais sobre a vida pessoal, como passar trotes ou até ligar para o trabalho para saber se voce esta frequentando lá e com estão as coisas com você e etc.Isso é muito estranho pois eu até converso com essa pessoa como colega, mas tem detalhes da minha vida como relacionamentos e familia que eu não comento e ela fica tentando descobrir.Estranho

renata disse...

Boa tarde!!

Estou gravida de cinco meses e tenho passo por varios problemas desde a descoberta da gravidez, o pai da criança não se interessa pelo assunto e acha que eu sou dramática, todos sabemos que devido a ocilação de hormonis a mulhaer tende a ficar mais sensivel, no meu caso tenho um agravante, minha vida pessoal esta um fiasco, contudo acabo ficando muito nervosa, triste e tenho tidos constantes crises de choro. O que mais me incomoda é que não renego o bebê, muito ao contrario, independente da sutiação sempre desejei muito ser mãe e já o amo, porém não consigo expressar isso, não consigo conversar com o bebê e seui que passo toda minha negatividade para ele, tenho medo de causar sérios problemas psico-sociais e intervir de forma negativa no desenvolvimento do feto, o que é hoje é provado que pode acontecer, noentanto não consigo reagir e contornar essa situação para que o bebê não sinta o meu sofrimento. De que forma devo agir para omitir ou até mesmo minimizar esses relfexos no bebê, levando em conta que não posso fingir ou controlar de modo a separar o corpo físico do poder psicologico exercido sobre ele. Não quero preohjudicar e meu bebê, menos ainda estressá-lo.

Desde já, obrigada!

Renata

Nunap disse...

Olá Renata,
Fique calma em relação a prejudicar seu filho, os traumas durante a gestação são reais, mas não irreversíveis. No momento em que você ama seu filho e não desenvolve por ele nenhum tipo de rejeição, pode acreditar que o alimento básico para seu desenvolvimento psíquico está acontecendo, o amor. De fato, a gestação é um período em que a mulher está muito mais sensível do que o comum, não apenas pelos hormônios, mas por um quadro natural de regressão psíquica. Assim, torna-se fundamental que você possa ter o apoio do pai da criança e também da sua própria mãe. Essas figuras são importantes neste momento para que você possa reviver sua experiência e relação com a figura materna. Isso permitirá que elabore seu lugar de filha e se prepare para ser mãe. O pai da criança será o apoio para que você possa estar inteira neste processo. Converse com seu marido e, se for possível, aproxime-se de sua mãe para restaurar alguns conteúdos ainda não elaborados do seu convívio mãe-filha. De qualquer forma, nos períodos em que estiver triste, ou com qualquer outro sentimento que julgar negativo, converse com seu filho e explique que esta emoção não está relacionada a ele, mas a tudo o que está passando. Pode parecer que isso não irá ser compreendido pelo bebê, mas acredite, ele entenderá que o afeto entre mãe e filho não está sendo prejudicado. A terapia pode ser um grande aliado para ajudá-la a vivenciar este momento, tão rico e complexo, na vida de uma mulher. Reflita se talvez não seja o momento de pedir ajuda e como esse pedido está sendo feito.

Um abraço para você e seu filho,

Equipe NUNAP

Anônimo disse...

Olá eu tenho 31 anos e fumei haxixe entre os meus 18 e 20 anos. Tive dois internamentos em hospitais psiquiatricos de livre vontade, um de uma semana aos 20 anos, depois do qual deixei de fumar haxixe, e outro aos 26 anos durante um mes, este ultimo penso que causado pelo tipo de trabalho stressante que tinha na altura. Há 2 anos que nao tomo medicação nenhuma porque sinceramente nenhum comprimido até hoje me curou ou me deixou num estado melhor do que o que estou, alias a medicação me deixou ainda pior. Os médicos a que fui todos falavam em esquizofrenia menos um deles, eu nunca tive alucinações quer visuais ou auditivas, convivo com um grupo alargado de 10-15 amigos, respeito as regras sociais, por isso também fiquei farto dessa historia de esquisofrenia.
O que tenho é uma grande dificuldade em conseguir trabalhar e concentrar-me nas minhas tarefas, estou sempre a saltar de umas para outras, tenho muito pouca disciplina mental, sou muito desarrumado, vivo muitas vezes estados de ansiedade, rio-me poucas vezes, e tenho falta de confiança em mim mesmo, sou um pouco introvertido e sinto-me envergonhado em situações banais tais como falando com mulheres, indo a entrevistas de emprego, situações em que estou no centro das atenções, e desde o ultimo internamento que muitas vezes sinto inveja, o que raramente costumava sentir. Eu não sei o que se passa comigo, mas gostava de pelo menos me sentir uma pessoa normal, de me defender das outras pessoas e deixar de sentir culpa em tudo o que acontece de ruim mesmo quando sou eu que estou certo. Já fui a psicologos mas sinceramente nenhum me conseguiu ajudar, ja li muitos textos de auto-ajuda mas também nao serviu de muito pois outra coisa que tenho devido à falta de concentração é falta de memória. Será que alguem me pode ajudar?

NUNAP disse...

Caro anônimo,
Pelo que você descreveu , creio que o procedimento mais importante a ser feito é uma avaliação neuropsicológica. Este é um exame realizado por psicólogos, que visa medir as funções cognitivas de um indivíduo como memóira, atenção, planejamento, raciocínio-lógico e abstrato. Ele pode ser usado em conjunto com um psicodiagnóstico para verificar também o seu estado emocional. Diversas patologias, além de quadros emocionais, podem impactar os processos que você descreve. Além disto, o uso de substâncias psicoativas ao longo do tempo, pode também impactar nos processos cognitivos.
Procure um bom profissional de avaliação neuropsicológica.
Abraço. Boa sorte

Anônimo disse...

olá meu nome é Gilberto. gostaria de saber qual é o caminho mais fácil para buscar um tratamento contra depressão profundo com agravante de traumas psicossomáticos. No sus, ou de forma gratuita. pois suicídio é o próximo passo?
obrigado
Att. Gilberto
aguardo resposta

NUNAP disse...

Gilberto,
a clínica particular é sempre a opção mais rápida pois os serviços públicos de psiquiatria e psicoterapia costumam ter cadastros de espera para atendimentos.
No caso de serviços públicos, as Universidades públicas costumam ter bons serviços, com bons profissionais. No caso de casos mais graves, é melhor procurar uma intervenção psiquiátrica para depois iniciar a psicoterapia.
Boa Sorte!

Anônimo disse...

Bom dia, meu casamento de quase dois anos nunca foi feliz e harmonioso. Tenho vontade de separar da minha esposa, mas não consigo. Sempre vou atrás dela pedindo para voltar. Queria dar um basta nesta situação. Necessito saber qual é a área da psicologia que devo procurar. Seria Psicologia Clínica mesmo? Grato.

Nunap disse...

Caro Anônimo,
Seria sim. Psicologia Clínica, ou seja, Psicoterapia. Existem diversas abordagens de psicoterapia. Dê uma olhada no nosso site http://www.nunap.com.br
em abordagens e se tiver mais alguma dúvida depois, pode postaraqui.

Boa Sorte!

fernanda disse...

Boa tarde.

Gostaria de saber se, uma criança de 2 anos, após vivenciar uma briga familiar, começa a gaguejar sendo que antes sua fala era perfeitamente normal, representa apenas o que foi vivido e o medo em relação a essa discusão e se irá passar sozinho ou existe algum tratamento.

Obrigada

NUNAP disse...

Fernanda,
As crianças elaboram muitas coisas por si só mas todas estas deixam marcas e traços em sua personalidade. Acredito ser necessário a realização de uma avaliação. A prevenção é sempre uma atitude adequada.

Anônimo disse...

Sempre tive muitas dúvidas a respeito de minha vocação. Sei que o que eu tenho de maiores aptidões é de liderança e persuasão. Tenho muita facilidade em argumentar as coisas ou debater idéias. Gostaria de saber se com essas características vcs poderiam me dar uma idéia, mesmo que sem muita precisão do que seguir ou estudar.
Abraços

NUNAP disse...

Caro anônimo,


Sabemos que a escolha profissional é um caminho difícil e de muitas possibilidades. Você parece já reconhecer alguns dos seus talentos e sua forma de estar nas relações pessoais. No entanto, isso pode não ser determinante para que se sinta feliz na produção de um trabalho. A atividade profissional merece mais do que talentos, mas prazer de estar nela. Temos que lembrar sempre que despendemos uma parcela muito grande de nosso tempo e energia no trabalho. Por esse motivo, ele precisa significar nossa marca no mundo, como pretendemos ser lembrados e onde nos realizamos. Na psicologia existem inúmeros processos possíveis para auxiliar nesta decisão, mas considero como grande ajuda, a conscientização de sua personalidade e desejos. Para isso, um trabalho terapêutico, no sentido pessoal, pode ser de grande valia neste encontro e descobertas. Olhar para você, de maneira mais profunda, irá mostrar, não apenas onde terá sucesso, mas primordialmente, que poderá realizar-se produtivamente na vida. O caráter pessoal, em sua forma de estar no mundo, de lidar com as emoções, reflete diretamente na satisfação e comprometimento profissional.


Abraços e boa sorte em seu crescimento,

Equipe nunap

Anônimo disse...

Como convencer uma pessoa de que ela precisa de terapia?

NUNAP disse...

Xiiii Anônimo,
Esta é uma pergunta complicada... Vivemos em um país no qual boa parte da população ainda acredita que o indivíduo que vai ao psicólogo é alguém que tem necessariamente um transtorno mental severo, não pensando na saúde mental como algo ligado à prevenção e mesmo como investimento. Você já pensou quanta energia desgastamos em função de decisões erradas em nossa vida, que talvez pudessem ter sido melhor elaboradas com ajuda profissional ?
Creio que o caminho seja desmitificar um pouco o que vem a ser a psicoterapia, fornecendo algum tipo de material para leitura ou mesmo dividindo a experiência com alguém que já realizou este processo. Cuidado apenas para que a pessoa não se sinta ofendida, evitando portanto enquandrá-la em categorias prontas e rotuladas, ok ?
Abraço.

Anônimo disse...

Muito obrigada pelo esclarecimento!
Você poderia me sugerir algum tipo de material para leitura, por favor?

Nunap disse...

Oi Anônimo,

Dicas de Livros :
Os jogos da vida (Eric Berne); Perdas Necessárias (judith Viorst).

Anônimo disse...

Após colocação de prótese peniana quais efeitos colaterais psicológigicos podem surgir? Pois noto uma grande diferença comportamental com a relação a sua vida sexual de uma pessoa muito amada minha. Por favor, ajude-me a entender. Raquel

NUNAP disse...

Caro anônimo,

De fato, uma cirurgia peniana pode vir a movimentar o universo psíquico, em suas mais profundas fantasias. Seu amigo pode estar revivendo, segunda a perspectiva psicanalítica, experiências que fizeram parte de sua estruturação psicossexual. No entanto, caso fisiologicamente tudo esteja correto, talvez simbolize a possibilidade de novos significados, para elementos até então não elaborados. Neste caso, vale um investimento psicoterapêutico, para que traduza o que hoje está se apresentando como angústia, em crescimento interno.

Espero que possa auxiliá-lo da melhor maneira, mas lembrando sempre, que a consciência dos sentimentos vividos neste momento delicado pode ser o melhor caminho.

Atenciosamente,

Equipe nunap

Anônimo disse...

Qual é o principal tratamento para DDA no adulto? Qual é o tempo médio para os primeiros resultados?

Anônimo disse...

Tenho um amigo em tratamento para dependecia quimica, ele está limpo a 10 meses e de uns dias pra cá tem sonhado com drogas, assalto feito por ele, sofrendo muito algumas vezes ele morri no sonho
depois de sofrer bastante. Enfim gostaria de saber se esses sonhos tem haver com a abstinencia quimica ou o que pode ser??

Grata

Anônimo disse...

Qual é o principal tratamento para DDA no adulto? Qual é o tempo médio para os primeiros resultados?
Caro Anônimo,
Hoje, é mais comum utilizarmos o termo TDAH (Transtorno do défict de atenção e hiperatividade). Dentro deste quadro, fala-se em Transtorno do Tipo Misto, ou seja com déficit de atenção e hiperatividade e O Transtorno Simples (apenas com o déficit de atenção ou apenas com a Hiperatividade).
A utilização de medicamentos estimulantes é considerada o tratamento de primeira escolha para pacientes com TDAH, sendo a psicoterapia importante para o manejo das consequências do transtorno na vida da pessoa como baixa auto-estima, crenças desqualificadoras sobre si mesmo, impulsividade, dificuldades de relacionamentos, entre outros. Quanto ao tempo, acabarei caindo no lugar comum pois cada indivíduo tem uma forma diferente de reagir a ambos os tratamentos.
é importante ficar atento ao diagnóstico pois sintomas de desatenção e hiperatividade estão presentes em várias patologias e não apenas no TDAH.
Abraço.

NUNAP disse...

É comum a ocorrência de quadros psicóticos em indivíduos com transtornos de dependência química. O que você relata porém, parece ser apenas um sonho, uma mensagem que merece ser abordada por um profissional especializado e que remete o sonhador à sua estória, seus medos, angústias e desejos.

fabiana disse...

Gostaria de saber quais sao as consequencias mentais que uma mulher gravida pode ter no caso de violencia verbal,fisica e despreso.

NUNAP RJ disse...

Gostaria de saber quais sao as consequencias mentais que uma mulher gravida pode ter no caso de violencia verbal,fisica e despreso

Fabiana,
Situações como estas repercutem não apenas na mãe mas também na criança. É cada vez maior o número de trabalhos científicos mostrando a relação entre o estresse na gravidez e o aumento do número de doenças na criança. A bioquímica do corpo muda em momentos de estresse agudo e no estresse crônico e a criança está compartilhando diretamente com a mãe, todo este quadro.
Quanto à mulher, um quadro disfuncional como este é agravado pelo fato da gravidez ser um momento de mudanças, fragilidade, no qual ela deveria estar se sentindo apoiada e não o contrário.
Abraços.

Anônimo disse...

A inteligência acima da média quando não compreendida pode gerar depressão? Ela pode estar associada ao TDAH?

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Caro Anônimo,

Hoje em dia, tornou-se muito vaga a noção de inteligência. Temos ainda , o conceito de inteligência tradicional (medido pelo famoso QI), o conceito de inteligências múltiplas (Howard Gardner), o de inteligência emocional (Daniel Goleman), apenas para citar alguns. Creio que você deve estar falando do conceito tradicional~. Então vamos lá.
A relação entre inteligência e TDAH não é direta. Existem indivíduos com TDAH que tem inteligência normal, ou seja , dentro dos escores adequados de QI. O que tem consistência científica é uma tendência em se encontrar nestes indívíduos o QIE (QI executivo, ligado a atividades novas, a criação de estratégias, muito dependente da memória operacional) menor que o QIV (QI verbal, ligado ao conhecimento cristalizado, tipo o que aprendemos na escola).
O que acontece com alguns indivíduos acima da média é que o estudo passa a não ser mais estimulante, gerando uma falta de interesse que é porém, totalmente diferente de alguém que não consegue focar a atenção em função de um déficit neste aspecto.
Quanto à depressão, ela é uma condição comum e análoga ao TDAH, o que chamamos de comorbidade.
Abraço.

Anônimo disse...

Quero saber se a pessoa que tem apenas pensamentos obsessivos , sem compulsões, pode ter TOC ?

Anônimo disse...

Boa tarde,sinto-me muito preocupada porque a minha filha de 4 anos e meio, que sendo muito perspicaz e inteligente, conseguiu ter acesso a um canal pornografico que não estava bloqueado e viu imagens durante alguns minutos. Este acontecimento poderá vir a perturbá-la a nível psicológico,. actualmente e no futuro? Ela guardará a memória destas imagens? Com que percepção é que ela terá ficado do mundo e das pessoas depois deste acontecimento? Sobre o que viu não fez comentários, apenas disse que eram coisas de adultos. Ela tem memória de acontecimentos desde os 2 anos de idade.
Agradecia muito um parecer especializado. Muito obrigada.

Anônimo disse...

Olá Anônimo,
No TOC , o mais comum é que ocorram obsessões e compulsões. As obsesões ou pensamentos obsessivos acabam trazendo ansiedade em função dos seus conteúdos e o indivíduo emite comportamentos compulsivos com o objetivo de dimunuir a ansiedade.
Isto não quer dizer que não possam ocorrer apenas obsessões ou apenas compulsões.A melhor maneira de diagnosticar é procurar um profissional especializado para que você não faça um auto diagnóstico enganoso.
Abraço

francisca disse...

Gostaria de saber qual a melhor forma, à luz da psicologia, de tirar as fraldas nocturnas à minha filha de 4 anos. Penso sempre que se a for acordar varias vezes durante a noite, ela não irá fazer xixi na fralda, mas o alterar os ritmos de sono dela não será mais prejudicial? Porque se eu não a acordar e a levar mesmo assim a fazer xixi ela concerteza irá fazer na sanita, mas nem se vai lembrar que fez, por isso não terá cariz educacional. Muito obrigada.

NUNAP disse...

Caro Anônimo,

Não fique tão preocupada. Muitas vezes, situações como esta quando não são reforçadas no dia a dia, acabam caindo no esquecimento. Se você ficar perguntando para ela alguma coisa a este respeito, estará chamando a atenção para aquilo que pretende que ela esqueça. Responda apenas o que lhe foi perguntado, nada a mais nem a menos, em uma linguagem que a criança possa entender.
Um abraço.

NUNAP disse...

Caro Anônimo,
Sob a ótica da psicologia agregada a da fisiologia , ela já está na idade desta retirada. O que se recomenda fazer é justamente não punir a criança quando algo dá errado, compreendendo o ocorrido e reforçando afetivamente quando as coisas saem como se pretende.
Em relação à questão do sono, não é algo com o qual você deve se preocupar muito , até porque não é necessário acordá-la várias vezes à noite. Evite líquidos antes da hora do sono, se possível, leve-a para fazer xixi antes de dormir (e caso ele não tenha vontade, incentive a fazer mas respeite, caso ela não queira) e acorde-a apenas uma vez durante à noite. Depois, vá espaçando este tempo, até não ser mais necessário acordá-la. Pelo que você comenta, ela já deve pedir para fazer xixi durante o dia, o que significa que já tem um controle sobre isto.
Abraço.

Anônimo disse...

Muito obrigada NUNAP, pela disponibilidade de resposta às perguntas. É sem dúvida um trabalho à sociedade, responderem às perguntas de anónimos gratuitamente e de forma tão clara.
Muito obrigada.

Nunap disse...

Nós é que agradecemos. Divulgue-nos entre os amigos.

Anônimo disse...

Eu sou uma pessoa comunicativa, e faço as pessoas rirem.Mesmo assim não me sinto uma pessoa feliz, amada e tenho um trauma de um amor não correspondido.Tenho medo de nunca mais poder encontrar alguem que me ame de verdade e sou uma pessoa que vive presa aos erros do passado.O que posso fazer?

Nunap disse...

Olá Anônimo,
O fato de você fazer as pessoas não diz absolutamente nada sobre sobre a sua felicidade.
Você claramente já identifica a necessidade de procurar um processo terapêutico quando diz que vive "presa aos erros do passado". Esta é uma das partes mais importantes de um processo terapêutico : a elaboração de conteúdo emocionais antigos que se tornam presentes a todo momento.
Invista nisto, ok ?

Anônimo disse...

Olá, gostaria de tirar uma dúvida. Meu cunhado tem todos os "indicio" que é homossexual, mas tenho a impressão que ele não se aceita. E o pior é que ele começou a namorar uma garota, depois de 1 ano, ficou noivo dela e este ano vai se casar com ela.
Tudo que o meu marido faz, para os meus sogros o meu cunhado quer fazer melhor. Inclusive até o casamento ele quer fazer melhor que o meu, é um tipo de competição, o que meu marido faz (irmão dele) ele quer fazer melhor. Ele tenta provar para a família que ele é superior. O que poderia se isso???? será que ele precisa de tratamento? aguardo resposta obrigada

NUNAP disse...

Cara anônima,

Imagino que esta situação esteja lhe incomodando muito, uma vez que envolve seu marido. As competições entre irmãos pode ser algo esperado, uma vez que procuram reconhecimento familiar e um lugar especial para esses pais. Tudo vai depender da forma como foi conduzida a chegada e a convivência entre os filhos. Nos casos em que este processo não foi bem elaborado surgem as competições e a perda do companheirismo e cumplicidade, estremamente saudáveis na relação familiar. Entretanto, neste caso, os principais envolvidos, seu marido e o irmão, talvez não estejam interessados em clarificar a relação e seus possíveis comprometimentos. Talvez fosse interessante você refletir sobre o seu desconforto, o que esta situação está mobilizando em seu mundo interno. Este esclarecimento pode lhe trazer a compreensão e o crescimento de seus próprios padrões e funcionamento diante do mundo.

Espero que tenhamos ajudado e nos disponibilizamos para novos contatos.

Equipe Nunap

Anônimo disse...

Olá! Eu já ouvi dizer que pode existir competição no relacionamento entre mães e filhas, principalmente nos momentos de transição, por exemplo, a passagem da adolescência para a vida adulta, etc. Essa é uma afirmação verdadeira? Se sim, qual a forma adequada para lidar com isso, na condição de filha? Como devo me comportar? E no caso de pais que se divorciaram quando a filha ainda era pequena, não existia um bom relacionamento entre o pai e e ela, portanto, realmente não tiveram muito contato, não houve participação ativa na vida de ambos, e agora que a filha já completou os 18 anos e depois de tanto tempo, a mãe apresenta a tendência de querer inserir o pai na vida em sua vida, como agir? Como interpretar o comportamento da mãe? Espero que consigam entender, acho que ficou um pouco confuso. Enfim, as duas situações se tratam da mesma família.

Anônimo disse...

Desde criança creio nos ensinamentos Bíblicos, mas, erroneamente, tenho seguido sem o acompanhamento de um entendido no assunto, apenas o que eu entendia, ou acreditava entender, seguia e ainda sigo. Para me afastar dos "maus caminhos" (deixar de fazer coisas erradas), erroneamente eu me afastava das pessoas que não estavam agindo de acordo com o que é certo, para não me sentir tentado a fazer o mesmo. Por esse erro (isolar-se), meu, hoje eu tenho uma certa dificuldade pra me relacionar com as pessoas. Não tenho nenhum medo ou fobia de me relacionar com as pessoas, apenas o interesse pelos mesmos assuntos que não batem. Às vezes eu tento entrar na conversa, falar sobre os assuntos, mas não sai muito coisa, não consigo. Há uma forma fácil, ou relativamente fácil, de reverter esse caso? Espero que tenha sido bastante claro em relação ao "meu problema". Desde já, agradeço!

NUNAP disse...

Boa noite caro anônimo,

Tentaremos esclarecer o melhor possível às suas dúvidas. No primeiro caso, não apenas é comum existir competição entre mãe e filha, como isso faz parte do processo de crescimento de ambas, uma vez que a menina busca na mãe a referência de ser mulher e a mãe revive na filha suas questões com o feminino. Em casos extremos, isso pode significar o afastamento, e consequentemente, a dificuldade na formação da identidade feminina por parte da filha. Muitas vezes a mãe não está consciente do que acontece, por isso, comporta-se como rival. Neste caso, a menina ao sentir-se invadida precisa buscar uma forma de expressão e conquista do seu lugar de filha. É comum que adolescentes peçam para iniciar uma psicoterapia neste período, quando não compreendem o que está acontecendo em seu mundo interior, por isso não conseguem uma forma de comunicação clara. De qualquer maneira, é fundamental que a adolescente se fortaleça, mesmo que através do auxílio de uma terapia, para enfrentar a situação de forma madura. A sexualidade feminina, revivida na adolescência, necessita de uma maior atenção, devido à complexidade de sua constituição. Segundo a psicanálise, para que a menina possa seguir em direção ao mundo, de maneira saudável, viver sua sexualidade, precisa desta identificação com a mãe. Assim, no processo simbólico, a filha abre mão do desejo pelo pai, por amor à mãe. Quando isso acontece, abre-se um campo fértil de admiração e afeto por este feminino, preparando a menina para o caminho em direção ao seu próprio desejo. Portanto, neste encontro, entre duas mulheres, mãe e filha podem crescer muito, mas para isso faz-se necessário que ocupem o seu lugar e não se tornem colegas competindo. A mãe deve ser o espelho de uma mulher a ser seguida e amada.
No segundo caso, você fala de uma figura paterna ausente e uma mãe que tenta introduzir este pai quando a filha entra na vida adulta. Neste caso, precisamos pensar quais os motivos que levaram ao afastamento, e o que faz com que esta mãe esteja trazendo o pai de forma mais evidente. Entretanto, de maneira generalizada, podemos investir na idéia de uma tentativa, por parte da mãe, de regenerar uma relação entre pai e filha, que talvez, em algum momento ela tenha contribuído para que não acontecesse intimamente. Quando um casal se separa, nem sempre as coisas ficam claras, as mágoas e ressentimentos, muitas vezes se impõem e ditam as regras. Os filhos, nem sempre são preservados e viram prêmios das partes mais afetadas. Independente dos motivos reais, a figura paterna pode ser muito benéfica na vida desta jovem, não apenas como lei, mas primordialmente como sustentação para que possa enfrentar a vida adulta, inclusive na relação com os homens. Para que este encontro seja possível, é fundamental que a filha possa estabelecer um diálogo franco com a mãe e que permita a aproximação com o pai de maneira clara e aberta, seguindo o seu limite interno, sem pressa, conquistando a confiança que foi interrompida pelo tempo. Somente através desta aproximação será possível reconher se esta relação será possível.

Esperamos que parte de suas dúvidas tenham sido clarificadas, mas nos dispomos para novos contatos.

Equipe Nunap

Anônimo disse...

OLÁ MINHA DÚVIDA É SOBRE O SER HUMANO. O QUE SE PASSA NA CABEÇA DE UMA PESSOA QUANDO ELA PARECE GOSTAR DE VOCE MAS FAZ ALGO QUE VOCE ACABA NÃO ENTENDENDO, COMO POR EXEMPLO OUVIR A PESSOA CHAMAR E NÃO RESPONDER,VOCÊ FALAR COM ELA E ELA NÃO TE RESPONDER CONTINUAR FAZENDO O QUE JA ESTAVA FAZENDO,MAS AO MESMO TEMPO VOCE SABE QUE ELA TE OLHA DE LONGE E DERREPENTE SORRI PRA VOCE E CONVERSA NORMALMENTE COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO ISSO ACONTECE SEMPRE COMIGO E SEMPRE COM PESSOAS DIFERENTES NA MAIORIA MULHERES

NUNAP disse...

mopinOlá,
Falar do que se passa com o outro sempre está relacionado com o nosso olhar e necessidade diante da situação. Não podemos afirmar nada que não diga a respeito de nós mesmos, ou ainda do que esperamos como reação correta ou esperada. A isso chamamos na psicologia como projeção, quando colocamos no outro nosso desejo e sentimentos, sem reconhecermos que estamos falando de nós mesmos. No seu caso, nos chama a atenção o fato que isso sempre acontece com você, ou seja, é reincidente, principalmente com as mulheres. Vale refletir como vem construindo essas relações com o feminino. Podemos supor algumas coisas, entre elas a sua excessiva expectativa sobre o comportamento de suas parceiras. Outra possibilidade está no fato de que o seu olhar esteja impregnado por seu desejo interno de que a resposta ocorra, quando isso não acontece surge a frustração e consequentemente a raiva. Enfim, são apenas suposições que podem ser mais bem esclarecidas caso você busque um auxílio psicoterapêutico para auxiliá-lo a compreender melhor, não o ser humano como uma espécie, mas a sua própria humanidade e forma de estar no mundo. Nesse caminho de encontro com sua dinâmica de funcionamento, talvez reconheça que escolhas está fazendo, as armadilhas e boicotes que o impedem de viver uma relação autêntica.

Espero que tenhamos lhe ajudado minimamente,

Abraços,

Equipe nunap

Anônimo disse...

OLHA, GOSTARIA DE UM CONSELHO POIS O MEU PROBLEMA É AMAR DEMAIS....TENHO 47 ANOS E COMECEI UM RELACIONAMENTO A CERCA DE UM ANO COM UMA MULHER PELA QUAL ESTOU TOTALMENTE APAIXONADO, MAS TENHO UM CIUME TREMENDO DELA, ATÉ PORQUE, ANTES DE MIM ELA ERA UMA GAROTA DE PROGRAMA E AGORA, POR MAIS QUE O MEU SENTIMENTO SEJA IMENSO, NÃO CONSIGO ESCONDER O CIUME QUE SINTO.....ALÉM DISSO, ELA DIZ QUE GOSTA MUITO DE MIM, MAS O SEU ESTILO DE VIDA É DIFERENTE DO MEU....EU ACREDITO QUE ELA NÃO FAZ MAIS PROGRAMAS, MAS ELA AINDA GOSTA DE CURTIR BALADAS, BARES... ENFIM, QUANDO ESTAMOS JUNTOS TUDO É LINDO E MARAVILHOSO, MAS AS SUAS SAIDINHAS ME DEIXAM LOUCO...O QUE POSSO FAZER PARA GARANTIR QUE ESTA MULHER A QUAL EU AMO TANTO CONTINUE SEMPRE DO MEU LADO ME FAZENDO FELIZ COMO SÓ ELA SABE, POIS MESMO JA TENDO TIDO OUTROS RELACIONAMENTOS, COM TODA A CERTEZA, POSSO DIZER QUE FOI COM ELA QUE EU DESCOBRI QUE O AMOR EXISTE, MAS PENA QUE PARA ELA NÃO É ASSIM, POIS ELA VE O MUNDO DE UMA FORMA DIFERENTE E PRA ELA, SE ACONTECER DE FICAR OU MESMO BEIJAR UMA OUTRA PESSOA, ISSO PRA ELA, NÃO É TRAIÇÃO

Anônimo disse...

gostaria de saber se existe normalidade no fato de uma pessoa que diz amar alguem, trair esta pessoa e achar normal, pois foi apenas sexo e não teve envolvimento.
ate que ponto alguem pode ser feliz ao lado de uma pessoa que ele sabe que lhe trai.
isso acontece comigo, pois a minha esposa diz que gosta demais de mim, mas que ela precisa do sexo fora do casamento, pois com "marido" ela nao consegue sentir tesao

NUNAP disse...

Caro Anônimo,
Creio que você está falando de pessoas que têm quadros de referência diferentes. Alguns indivíduos consideram que é possível separar sexo e afeto enquanto para outros isto é impossível. Em algumas pessoas, este separação pode estar ligada a defesas emocionais,a dificuldades de envolvimento , de exposição ao outro, de se arriscar e ficar vulnerável em uma relação afetiva. Mas isto não é uma regra . Vivemos em um momento no qual classificações de normalidade são cada vez mais distantes da realidade. O mais importante é você conversar com esta pessoa para discutir estas diferenças de valores. Apesar de ser necessário fazermos concessões para uma boa relação afetiva nem sempre é possível exigirmos que o outro pense, sinta ou se comporte da maneira que queremos.
Boa Sorte,
Equipe NUNAP.

Anônimo disse...

VOLTO NOVAMENTE A ESCREVER PARA VCS, INDAGANDO ENTAO SOBRE ESTE MEU CIUME ENORME DEMAIS..... DIANTE DO JEITO QUE ELA TEM DE LEVAR A VIDA, ENTÃO O QUE DEVO FAZER COM ESTE CIUME, UMA VEZ QUE ME SEPARAR DESTA MULHER EU REALMENTE NÃO CONSIGO, MAS TAMBÉM NA MINHA CABEÇA NÃO CABE ESTA COISA DE QUE PRA ELA É NORMAL FICAR TAMBÉM COM OUTRAS PESSOAS, ALÉM DE MIM

NUNAP disse...

Boa noite,

Compreendemos sua angústia e também o seu desejo de encontrar uma solução. O ciúme está retirando a tranquilidade do amor, impedindo que ele possa ser fonte de alegria. O que sua namorada está propondo é uma relação aberta, o que em muitas situações funciona perfeitamente. Entretanto, para que isso seja possível, é fundamental que, inevitavelmente, as duas partes concordem e estejam confortáveis nesta dinâmica. Acreditamos que seja necessária uma maior reflexão, mas prioritariamente sua, como poderia funcionar e se você suportaria. Um processo psicoterápico pode lhe auxiliar nesta clarificação, uma vez que sozinho parece difícil para você encontrar o caminho. Uma relação sempre é feita de dois, neste momento, utilize suas forças para o encontro com seus sentimentos e emoções. Esperamos que um dia alcance a harmonia existente no amor.

Abraços,

Equipe Nunap

Anônimo disse...

Gilberto
Boa noite. Quando criança sofri abuso sexual por parte de um homem e ao longo de minha vida, por ser tímido, tive até os 20 anos algumas atitudes homosexuais que nunca passaram de beijo na boca e masturbação a dois, isso para resolver momentaneamente os meus desejos sexuais, mas sempre tive tesão, de fato, pelas mulheres. Hoje estou namorando e contei todo o meu passado para minha noiva ela disse-me que acredita que sou hetero, mas que é bom procurarmos um psicólogo para tirarmos as dúvidas. Eu não tenho dúvidas de minha sexualidade, sei que as atitudes homosexuais que tive foram porque tinha dificuldades com as mulheres, muito tímido, aparência física não muita atrativa etc. Vocês acham que devo procurar mesmo um profissional, eu não tenho medo disso, só queria uma ponderação de vocês.

Anônimo disse...

Gilberto
Boa noite. Quando criança sofri abuso sexual por parte de um homem e ao longo de minha vida, por ser tímido com as mulheres, tive até os 20 anos algumas atitudes homosexuais que nunca passaram de beijo na boca e masturbação a dois, isso para resolver momentaneamente os meus desejos sexuais, mas sempre tive tesão, de fato, pelas mulheres. Hoje estou namorando e contei todo o meu passado para minha noiva ela disse-me que acredita que sou hetero, mas que é bom procurarmos um psicólogo para tirarmos as dúvidas. Eu não tenho dúvidas de minha sexualidade, sei que as atitudes homosexuais que tive foram porque tinha dificuldades com as mulheres, muito tímido, aparência física não muita atrativa etc. Vocês acham que devo procurar mesmo um profissional, eu não tenho medo disso, só queria uma ponderação de vocês.

Leila disse...

Gostei muito deste blog, pois fiz uma pergunta e vcs me ajudaram muito!!!
Porem estou passando por uma situação no meu casamento que gostaria de uma instrução do que fazer.
Estou grávida 2 meses, e foi uma grande surpresa para mim e meu marido. Tenho 25 anos e ele 24. Somos casados há 5 anos. Depois que eu engravidei o meu marido não consegue ter relações sexuais comigo. Tentamos 2 vezes e ele "broxou"(desculpem a palavra) e daí em diante não tentamos mais porque ele não quer. Estou muito preocupada pois não é normal, o médico que está fazendo o pré-natal conversou com ele mas não tem jeito. Estou com medo do meu marido entrar em uma depressão! até quando ele vai aguentar afinal são 9 meses e mais uns 40 dias depois que eu ganhar. Me ajudem pois não sei o que faço.

NUNAP disse...

Boa tarde,
Ficamos felizes que em outro momento nós tivemos a chance de ajudá-la. Um casal quando engravida, ainda que de uma gestação desejada, tem alterada toda a sua dinâmica de relacionamento e de contato corporal. Agora não são mais dois a se relacionarem, mas três, uma família, não mais um casal. No início da gestação, ainda diante dos riscos inerentes a este momento, muitas vezes o homem sente-se confuso e inseguro para manter relação sexual. Isso não significa uma depressão, mas um período, ainda muito subjetivo. A barriga não é evidente, a criança não pode ser reconhecida visivelmente. Devemos considerar ainda, o fato de ser um casal muito jovem, seu marido tem apenas vinte e quatro anos, ser pai deve estar mobilizando responsabilidades de uma relação “para sempre”. É importante que vocês conversem muito sobre os medos desta construção que está se efetivando, das expectativas e sonhos para este período e para a nova vida que chega. Quanto mais sinceros vocês puderem ser, mais chance de um período gestacional saudável e de uma família disposta a investir amorosamente neste filho e no casal. Confie na relação e tenha paciência com este momento de seu marido, somente assim poderá ajudá-lo a transitar por este terreno ainda desconhecido para ele e também para você. Naturalmente com o passar das semanas e o desenvolvimento do bebê no ventre, essa dificuldade tende a desaparecer. Caso prolongue ou se agrave, procure ajuda de um terapeuta para auxiliá-los, mas primordialmente, invista na amorosidade como melhor componente para esta etapa

NUNAP disse...

Olá anônimo,
Admiramos a sua coragem e sinceridade em falar com sua noiva sobre suas experiências sexuais anteriores, ainda que conflitantes com o seu momento presente. Dentro do pouco que sabemos você traz um histórico de abuso sexual na infância que, segundo o seu relato, parece não ter deixado marcas. Apesar de não estar claro, este fato pode ter registros importantes em sua vida psíquica. Embora seja comum o contato homossexual durante a adolescência, esta ambivalência se estendeu durante a sua juventude, associada a um comportamento tímido e sem iniciativa diante das mulheres, ainda que mantivesse por elas atração e desejo. Ao se relacionar amorosamente com uma mulher, sua noiva, você parece ter resgatado sua auto-estima e a consolidação de sua sexualidade. Não podemos afirmar que este tenha sido o caminho da sua libido, mas apenas uma possibilidade a ser refletida. Vale ressaltar, que suas experiências passadas não significam um impeditivo, para que hoje você mantenha uma relação heterossexual e construa com sua noiva um laço único, de amor e desejo. Compreendemos também, que diante do seu relato, sua noiva tenha sentido a necessidade de consultar uma terapia de casal. Esta atitude nos parece importante, para auxiliar a esclarecer dúvidas e eliminar alguns fantasmas que hoje rondam a confiança na relação. Isso não significa que ela não acredita em você, mas que a complexidade do caso precisa de maior clareza. Acreditamos ainda, que um processo psicoterápico individual pode permitir que você retome seus conteúdos e vivências, com a possibilidade de elaborar e ressignificar sua história e dinâmica interna. Assim, nesta consciência poderá contatar e confrontar as aflições de seu mundo interior. Neste movimento de individuação, você terá a chance de se apropriar da sua existência, que ultrapassa a experiência do abuso, mas faz parte da construção de uma vida.

Anônimo disse...

Olá. Sou um jovem de 26 anos, vivi em uma família onde minha mãe era alcoolatra e me bateu até os 17 nos, isso no momento em que estava bêbada. Quando estava lúcida também era muito agressiva. Meu pai era muito explosivo, groço e agrecivo também, os dois me trataram muito mal, apesar de nunca terem deixado faltar nada em casa e nossa condição financeira ser boa. Nunca tivemos união dentro de casa, nem com os outros 3 irmãos, sempre haviam brigas um com o outro. meu pai e minha mãe sempre brigavam um com o outro. sempre tive dificuldades de aprendizagem e até hoje tenho tido pois estou no 6° período de serviço social e passo com muita dificuldades. me sinto triste pois iniciei este curso por ser um curso de graça na universidade federal, porém queria ser advogado mas não tive apoio. Apesar do meu pai ter condições de pagar o curso de direito, ele nunca me animava, só me desanimava. Agora estou no sexto período de serviço social e no primeiro de direito e tenho 26 anos.Isso porque eu ameacei largar o serviço social e arrumar um emprego para pagar o curso de direito.tenho passado por fortes crises de ansiedade pois estou achando tudo muito pesado. Não consigo me enchergar como assistente social, e o salário não traz a vida economica que eu queria. Estou me sentindo um inválido, fraco e um homem mal realizado, pois não consegui o que queria te tenho me sentido uma pessoa atrazada por causa da idade. Tudo isso foi por causa de minha criação. Estou em desespero, porém em silêncio, ninguém sabe que estou desesperado. Sei que não posso correr atráz do tempo perdido, mas nãosei o que eu faço. Não tenho conseguido arrumar uma namorada por causa que sou dependente dos meus pais, não tenho emprego e nenhum tipo de renda. Tenho tido crises nervosas, tenho estado explosivo por não consiguir passar em um concurso. Estou desmotivado e não tenho tido condições de passar em todas as disciplinas dos cursos. Estou quase entregando os pontos, meus braços já estão queimando de extress. Não sei o que fazer. me sinto velho para estar nesta posição e por depender de meus pais. Não consigo tirar os atrasos de minha vida, pois o tempo passou e não volta mais atráz. Tudo que consegui foi precionar meus pais a me ajudarem. Tomei ansiolídicos dos 14 aos 17 anos, hoje não tomo mais. A vida está difícil demais pra mim. o que eu faço. Acho que estou muito atrasado. Meu pai tem se esforçado agora para me ajudar, ele e minha mãe pararam de fazer grosseria comigo, mas parece que ficaram traumas, pois eu tento esquecer e não consigo, faço muita força para esquece-los e não consigo. Tenho tentado parar de culpabilizar meu pai mas todos os dias isto vem a minha cabeça, parece que isto é altomático, sempre vem como um passado que retorna para atrapalhar. não tenho conseguido ver espectativas nas coisas, minha mãe e meu pai falam que não estou velho, porém eu não levo a vida como eles, pois me converti ao cristianismo e tento levar a vida a sério, buscando ter uma vida respeitável e organizada. Sou perfeccionista ao extremo e não consigo fazer as coisas da forma que quero, acho que por ter uma criação como descrevi à cima, tento fazer as coisas de forma mais certa que posso. Quando estudo , estudo até 14 horas por dia, estou com medo de ter problemas no futuro, pois só estou dormindo de 4 a 5 horas por dia. Não estou conseguindo assimilar a matéria direito, pois faço 12 disciplinas. As vezes parece que vou ficar louco. Também queria ressaltar que tive uma adoslescência muito rebelde e tudo acabou quando me converti com 18 anos mas mesmo com isso meu pai não me dava apoio, mesmo já sendo aposentado e ganhando um bom salário ele não se abria para ajudar, quando pedi ajuda ele explodiu de raiva e saiu de perto de mim, tive que pedir meu cunhado que tem mais influência. Agora estou em um momento que não quero ser mais um saco de pancadas e nem um fracassado. porém não estou conseguido me movimentar. Por favor, o que eu posso fazer?

NUNAP disse...

Caro anônimo,

Estamos muito mobilizados com a sua história, não apenas a passada, mas primordialmente o seu sofrimento presente. Apesar disso, mesmo vindo de experiências muito difíceis, podemos perceber em você, a vitalidade e o desejo necessários, para transformar a realidade e construir outra maneira de estar no mundo. Em seu relato, encontramos um jovem com muito medo de enfrentar a vida, em todas as suas circunstâncias e perigos. Nem sempre somos recebidos por um ambiente que propicia o crescimento e conquistas, mas vale ressaltar que estar hoje terminando um curso superior em universidade pública, em busca da alegria de viver e não desistindo de seus sonhos, já faz de você um vencedor. Sobrevivente de sua história, não aprendeu a se apropriar de tudo o que foi capaz de conquistar. Os retornos de seus investimentos internos perderam-se, diante da solidão de sua trajetória sofrida. Parece-nos fundamental refletir, que os traumas podem servir de alavanca, para a construção de uma realidade, no presente, mais favorável. A dor nos transforma em heróis de um universo pessoal e intransferível, que identifica quem somos e como lidamos com as dificuldades, internas e externas. Vamos olhar para o seu barco, quase pronto para seguir sua viagem, você está terminando o curso de Serviço Social e iniciando o sonho de tornar-se advogado. Esses dois caminhos não são antagônicos, mas devem se complementar, considerando que foram suas escolhas, possíveis em momentos específicos.

Abrir mão da âncora, que pode estar representa pelo seu passado, hoje significa a liberdade de ser e existir. Nesse percurso está a passagem profissional, que parece lhe assustar, mas que se apresenta como uma possibilidade que se inicia. Falta pouco tempo para você se formar e ser um profissional da área de Assistência Social. Iniciar uma carreira, sem idealizações de retornos financeiros rápidos, traz um lugar adulto, retirando você da posição de estudante. Mesmo com muito medo de enfrentar a vida adulta, e considerando as dificuldades inerentes à profissão, você já precisa remar em águas que exigem mais comprometimento. A construção de um indivíduo passa pela sua capacidade de enfrentar a zona de conflito, olhando com mais consciência a sua história, sem fixar-se em padrões antigos, ressignificando e construindo uma nova possibilidade de estar no mundo e diante de si mesmo. A isso chamamos inteireza. Entenda, que mesmo vindo de uma história traumática, você não seria quem é hoje sem ter vivido o que viveu. Assuma as suas marcas, como cicatrizes que contam o seu trajeto, mas primordialmente, utilize cada parte do que foi experienciado como identidade e instrumento de trabalho interno e externo.

O processo psicológico começa de fato quando nos desprendemos das âncoras que nos imobilizam e, avançamos em direção ao desconhecido, enfrentando muitas vezes o mar revolto, mas confiando em nossos recursos internos. Busque auxílio sim, mas neste momento, não basta continuar cobrando dos que deixaram de fazer o que era fundamental. O trabalho analítico poderá ajudar a reconhecer onde está o seu desamparo, mas primordialmente a sua força. Neste processo talvez você consiga abrir mão da impotência e assumir a sua potência de vida, visível em seu discurso de sobrevivente. Considerando a gravidade de seu momento e a solidão em que se encontra mergulhado, supomos que o apoio de um profissional da área psíquica, provavelmente será de muita importância. O auxílio nesta etapa poderá ser de grande utilidade nesta transição para as exigências da vida futura e a conquista de sua autonomia.

Esperamos que neste breve comentário, nós tenhamos auxiliado no esclarecimento de conteúdos que lhe parecem obscuros. Boa sorte em seu crescimento.

Anônimo disse...

Olá, sou o jovem anônimo de 26 anos. Desde já agradeço pela avaliação do meu caso. Vou procurar um profissional para me ajudar, tenho ciência de que necessito de ajuda. Peço-lhes perdão por não ter revelado o meu nome. Quero dar-lhes o parabéns pelo brilhante trabalho que têm feito. Ficam aqui os meus sinceros agradecimentos. Muito obrigado.

Anônimo disse...

Gostaria de saber se, com a terapia psicológia, é possível descobrir se uma determinada lembrança é verdadeira ou apenas uma criação - uma falsa lembrança. Tenho uma "lembrança" ruim (envolvendo um "quase abuso" por parte de um familiar) e gostaria de saber se a Psicologia pode me ajudar a identificar se é verdadeira ou falsa...

Anônimo disse...

Gostaria de saber se é normal uma criança chorar na escola com medo de ser esquecida pelos pais na escola.


Grata,

Ana Beatriz

Anônimo disse...

Gostaria de saber se é normal uma criança chorar na escola com medo de ser esquecida pelos pais na escola.


Grata,

Ana Beatriz

Anônimo disse...

Gostaria de saber se é normal uma criança chorar na escola com medo de ser esquecida pelos pais na escola.


Grata,

Ana Beatriz

NUNAP disse...

Caro Anônimo,
Para responder a sua perguntar são necessárias inúmeras outras. Idade da criança , o seu histórico, quando começaram estes episódios, os detalhes deste “medo”, entre outras coisas. A chamada ansiedade de separação , comum em crianças mais novas , é geralmente um sinal de fragilidade e insegurança muitas vezes transitório mas que, caso não observado e tratado, pode gerar maior predisposição futura à ansiedade na vida adulta. Muitas vezes, o excesso de proteção dos pais gera uma dependência emocional na criança que pode ser prejudicial pois a criança não se sente capaz de lidar com o mundo e com as outras pessoas, sem este auxílio. É importante que você observe também se não é algo relacionado à escola . Creio ser adequado que você leve à criança para fazer uma avaliação psicológica . Verifique também o que a escola fala sobre a criança, como ela fica quando está longe dos pais.
Equipe Nunap.

Anônimo disse...

Olá.
Gostaria de tirar uma dúvida...
Bom, certo dia eu estava sozinha em casa, meio gripada, achando que estava com febre acabei indo deitar pra tentar deitar.
Logo em seguida comecei a ter um medo incontrolável de tudo...eu sabia que não ia acontecer nada, que não havia ninguém, porém eu não conseguia controlar o medo, o desespero. Me dava nó de dor na cabeça, eu tinha um frio que vinha de dentro, não exatamente porque estava um clima frio. Quando começou a dores na cabeça eu achei que fosse ter um "treco", achei realmente que fosse morrer.
Logo depois disso, essa situação passou.
Antes de tudo isso acontecer eu me sentia mal, uma tontura estranha, não exatamente uma tontura. Sentia também fraqueza.
Porém fui no médico depois e não havia nada comigo além da minha rinite.
Tenho tido pensamentos estranhos, como nunca senti antes - como por exemplo ter idéias de como seria eu morrer ao me jogar na janela por exemplo. Eu sei que não faria isso, mas é uma ideia que às vezes só vem na cabeça, não que eu o fizesse.
A única coisa diferente que sempre tive foi ansiedade, apenas.
Objetivamente falando - eu estou louca? É um tipo de distúrbio, algo do tipo?
Obrigada.

NUNAP disse...

Caro Anônimo,
Você parece relatar grande angústia em função destes episódios recentes. O que você descreveu não é suficiente para que possamos definir o que está acontecendo com você. Além do mais, é necessário que você esteja com um profissional AO VIVO, para que ele possa realizar determinadas perguntas e perceber o seu estado.
O pensamento é muitas vezes expressão de nossas crenças : crenças de vulnerabilidade, de controle, do que tememos ganhar ou perder.

Gilberto Jr. disse...

Olá, parabéns pelo espaço. Gostaria de saber se através da psicologia é possível otimizarmos comportamentos como a organização, gestão do tempo, auto conhecimentos profissional e dificuldade de concluir projetos de vida. Grato

Anônimo disse...

Olá Gilberto Jr.
A psicoterapia é o espaço para de trabalhar as questões que são importantes para nós, sejam elas quais forem. Muitas vezes, algo que para alguns pode ser "superficial" como gerir e administrar o tempo, pode ser de profunda importância para aquele que deseja mudar isto em sua vida. O grau de necessidade é sempre do indivíduo.
Abraço. Obrigado !

Anônimo disse...

Olá. Fiquei muito feliz em encontrar esse espaço, pois sempre tive vergonha de falar a respeito disso.

Tenho 22 anos e desde muito nova tenho mania de inventar histórias e atuá-las. Algumas vezes são com pessoas que conheço, outras com personagens de um filme que acabei de ver, um livro etc. Dramatizo e interpreto no meu quarto, todos os dias.

Também tenho o costume de mentir para outras pessoas, sem saber explicar o por quê disso. Invento fatos e pessoas com uma naturalidade e riqueza de detalhes absurda. Mas não faço isso para prejudicar ninguém, é só por fazer mesmo.

Também tenho uma extrema dificuldade em me apegar as pessoas. E nisso, eu sou muito inconstante. Se conheço alguém e gosto dela, posso fazer tudo por aquela pessoa, mas de repente, sem que eu consiga explicar, sinto que o tempo dela na minha vida já acabou e a descarto. Simplesmente a deleto, como se ela nunca tivesse existido. Isso, hoje, me dá uma somatória de zero amigos e zero namorados. (Penso que talvez seja por isso que crio essas fantasias)

Quando era mais jovem e não trabalhava, tinha costume de roubar dinheiro da minha mãe e irmã e não sentia nenhum remorso por isso, mesmo sabendo que deveria sentir. E as vezes roubava por nada, sem nem precisar do dinheiro de verdade (ainda bem, isso eu não faço mais).

Além disso, tenho um TOC, de enrolar meu cabelo, numa parte especifica, que já até tem um buraco de tanto eu puxar. Chego a passar longos períodos enrolando o cabelo e olhando para um ponto fixo, com a mente vazia. As vezes faço isso no ônibus ou na rua e quando percebo está todo mundo olhando pra mim.

Algumas vezes tive pensamentos suicidas, mas nunca tentei de verdade. E sou uma pessoa que necessita de algum vício, seja qual for. Já fui de jogar, de beber, e agora de fumar. Sempre que largo um vício, substituo por outro (mas acho que é isso que todo viciado costuma fazer).

Que eu não sou normal, eu sei. Minha pergunta é se devo me preocupar com tudo isso. Tenho medo de para onde essa "frieza" pode me levar.

Obrigado desde já.

Camila disse...

Sofri muito na minha pré-adolescência e nos anos seguintes de bulliyng, além de ter sido molestada aos 13 anos de idade. Cresci agressiva e briguenta, individualista, impulsiva, não me aceito do jeito que sou fisicamente, sempre quis e quero ser outras pessoas. Meu humor muda rapidamente, da normalidade a raiva, mas na maioria das vezes para angústia. Sou indiferente a sofrimentos de familiares e mortes o qual não sinto nada por ninguém, tenho muito tédio e um sentimento de vazio enorme, além de muita angústia e tonturas. Sou muito reservada e antisocial, odeio ficar perto e conversar com outras pessoas, criei um mundo só meu e para fugir disso finjo que sou outra pessoa para a sociedade. Tentei suicídio várias vezes desde cedo aos 13 e hoje tenho 26 anos. Jogo minha raiva na automutilação, para ver se tiro um pouco do meu tédio. Tenho delírios, como se vivesse em um sonho e não existisse no mundo, além de escutar vozes que me mandam fazer coisas o tempo inteiro. Sei que de tudo que passei, me tornei uma pessoa cruel com os outros, no trabalho principalmente onde tenho maior contato com pessoas diariamente para manipular. Gostaria muito de saber o que provavelmente tenho. É uma curiosidade que sempre tive desde cedo. Agradeço a atenção.

NUNAP disse...

Caro Anônimo,
É claro que você deve se preocupar com isto. Você já fala em sua própria frase "não sei aonde isto pode me levar"...
Você relata uma tendência a fantasiar a realidade e criar um mundo particular que você constrói e destrói de acordo com o seu desejo, sem se importar muito com o outro. Isto provavelmente te dificulta em viver relações sinceras na qual possa haver troca afetiva real. Será que o outro com quem você se relaciona sabe quem você é , no meio de tantos personagens ?
Abraço.

NUNAP disse...

Camila,
Você relata tantas coisas diferentes...não dá para dizer o que você tem sem ter o referencial clínico. Creio que a internet e as ferramentas do mundo moderno facilitaram muito a vida de todos mas corremos o risco de nos encaixarmos em diagnósticos errados ...
O que posso te dizer é que você relata coisas que merecem atenção profissional : tentativas de suicídio, alucinações auditivas, personalidade antisocial. Isto já justifica a procura de ajuda profissional.
Abraços. Boa Sorte
Equipe NUNAP

Anônimo disse...

Tive ataques de panico aos 15 anos passou um tempo eu melhorei...Agora com 19 anos voltei a ter ataques de panico e melhorei de novo so continuo com uma respiraçao manual o tempo todo!!Tenho SP??

Anônimo disse...

Olá! Estou passando por um momento complicado e não sei se estou agindo corretamente. Estou com uma pessoa que sua ex mulher não aceita a separação, me liga constantemente e eu não a atendo. Por isso ela tem ficado extremamente incomodada e por não aceitar a separação já fez inúmeras coisas, como sumir junto com os filhos, dizer que vai se matar e até mesmo ameaçar de fazer algo de ruim com o filho mias novo.
Uma vez ela me ligou e eu não a deixei falar, pois estava no trabalho e não podia ficar falando no telefone e depois disso nunca mais a atendi.
Não sei se continuo fazendo isso ou se a atendo, mas não queria atender, pois todos, de uma certa forma, fazem suas vontades devido às chantagens que ela tem feito e penso eu que a atendendo estarei fazendo sua vontade também.
Se possível, gostaria de uma orientação de um olhar profissional.
Grata!

NUNAP disse...

Me parece muito sensata a sua posição. Pelo que você escreve, parece que a pessoa realiza jogos com terceiros que, a partir da sua insistência acabam satisfazendo os seus desejos.
Você deve procurar ajuda , caso isto lhe incomode , verificando em qual ligar você fica atravessada por esta situação. Quanto ao que ela vai fazer com a vida dela ou com as dos outros que a cercam , não me parece ser algo que diga respeito à você e sim à ela mesma.
Equipe Nunap

NUNAP disse...

Olá Anônimo,
Não entendi o que quer dizer com respiração manual.
De qualquer forma, ataques de pânico podem ocorrer em diversas patologias. Nem sempre ataques isolados de pânico configuram síndrome do pânico. É claro que uma experiência anterior faz com que tenhamos uma viés de memória em relação ao que aconteceu. Muitas vezes, a ansiedade vem do receio de que a situação anterior se repita. Procura ajuda para um diagnóstico diferencial. Será que é ataque de pânico isolado, ansiedade ou síndrome do pânico? Você deve verificar isto com um profissional da área de saúde, ok ?

Anônimo disse...

por favor, estou passando por um grande problema: sou tímido, tenho dificuldade em fazer amigos e arrumar namorada entao nem se fala. Nao sou comunicativo, nao consigo manter uma conversa longa com alguem, e por isso nao consigo arrumar amigos.
Gostaria de ser mais comunicativo e vencer essa timidez, gostaria
de saber se voce me recomendaria procurar um psicologo por favor.

Ana Bheatriz disse...

Gostaria de saber se é normal uma criança de 9 anos chorar na escola com medo de ser esquecida pelos pais?

NUNAP disse...

Caro anônimo,
Por que não procurar psicoterapia se você tem algo na vida emocional que o incomoda ? Você fala sobre algo que não gosta e deseja mudar. Isto já é o suficiente para procurar ajuda.

Equipe Nunap

NUNAP disse...

Ana,
A criança pode chorar na escola por vários motivos diferentes. Pode sentir-se insegura, apegada em excesso aos pais. Pode também existir algo na escola que a incomode e, portanto, sente necessidade da presença daqueles em quem mais confia. Se isto ocorre de forma passageira, sem prejuízo significativo, faz parte do processo natural de separação e individuação. Se persiste trazendo sofrimento, é necessário melhor investigação e apoio. Creio ser adequado perguntar sobre as fantasias que a criança tem sobre ser esquecida na escola e ir esclarecendo-a sobre isto, lentamente, dia a dia, com paciência.
Equipe Nunap

Anônimo disse...

Prezados, boa noite

Gostaria de saber se é normal uma menina de 12 anos se masturbar ?

Minha filha chegou a mim e disse que tinha assistido a um filme pornô da casa de uma amiguinha por curiosidade, depois desse acontecimento ela já se masturbou duas vezes e sempre me conta , chora e se arrepende

Tenho medo de virar um vicio?
Acredito que ela é muito nova pra isso , acabei cortando a amizade com a amiguinha

Vocês podem me dar algum conselho?

Obrigada

Cintia

NUNAP disse...

Caro anônimo,
A masturbação feminina nesta idade , ou até mesmo antes dela, é absolutamente normal e esperada. Creio que ainda temos diversos preconceitos em nossa sociedade pois, dificilmente esta seria uma questão preocupante caso tivesse acontecido com um menino e não com uma menina.
Parece que o problema está sendo o "peso" que ela (ou você) está dando ao fato dela ter se masturbado algumas vezes.
Então algo que pode ser visto como uma experiência nova, de conhecimento do próprio corpo, está passando a ser algo relacionado à culpa, o que pode trazer ansiedade e angústia.
Equipe Nunap

Sarah Lira disse...

Olá!

Gostaria de saber sobre o TDAH. Fui diagnosticada com esse transtorno e gostaria de saber se isso tem cura. Sofro disso desde de pequena e se existem remédios para controlar isso. Vou ao psiquiatra dia 10, mas gostaria de ficar sabendo sobre esse assunto, já pesquisei mas não encontrei nada satisfatório.

Obrigada,


Sarah.

Anônimo disse...

Como curar um problema como a tanatofobia?

NUNAP disse...

Sarah,
O tdah não é um diagnóstico tão simples quanto parece. Todos nós temos um pouco de desatenção e hiperativade , não é mesmo ? tem havido um certo excesso na medicalização e muitas pessoas ansiosas estão também sendo diagnosticadas com TDAH. Deve se ter cuidado pois, pessoas ansiosas também irão se apresentar com agitação , desatenção e falta de foco. Tendo o diganóstico correto, a medicação ajuda bastante . A psicoterapia é adequada para os problemas comuns na auto-estima do indivíduo que pode se achar incapaz, desenvolvendo um auto conceito negativo sobre si.
Boa Sorte

NUNAP disse...

Caro anônino,
A tanatofobia pode ser definida como o medo da morte. É claro que muitos de nós temos medo de morrer. O que diferencia pessoas com tanatofobia , é que elas não podem nem falar do assunto ou se aproximar do tema, em uma espécie de fobia total sobre isto.
O tratamento irá depender do tipo de linha a ser adotada mas, apesar de todas as difereças, irão abordar a construção deste sentido da morte para a pessoa. Algumas terapias , mais comportamentais, irão expor a pessoa a este tema gradualmente.
É importante observar que, no indivíduo fóbico, é o processo de evitação que mantém o problema em sua vida.
Abraço.

Anônimo disse...

gostaria de saber se uma adolescente com depressao pode apresentar como sintomas apenas isolamento, falta de energia,desinteresse,timidez e insegurança.
obs: Considerando que quando criança era muito alegre, comunicativa e sociavel.
Obrigada
Amanda

Anônimo disse...

O que acontece se uma pessoa que não tem depressão for diagnosticada de maneira errada e tomar antidepressivo?

Grato
Marcos

Anônimo disse...

O que pode acontecer com uma criança que desde os 8 anos de idade assiste videos pornograficos escondido e se masturba?

NUNAP disse...

Sim Amanda,
Em uma depressão atípica , por exemplo, o indivíduo apresenta sintomas com estes sem ter necessariamente os sinais clássicos da depressão maior. É importante que você procure profissional qualificado par ao diagnóstico pois estes sintomas também podem aparecer em outras patologias, ok ? Fuja do autodiagnóstico.
Equipe NUNAP

NUNAP disse...

Caro Marcos,

Depende do medicamento que a pessoa está usando. Os antidepressivos possuem classes e substâncias diferentes. Não é possível generalizar.
Equipe NUNAP

NUNAP disse...

Caro Anônimo,

A masturbação faz parte da descoberta da sexualidade, para ambos os sexos. A exposição precoce à conteúdo sexual porém, pode afetar a criança quando ela não está pronta para lidar com este tema. É claro que 100 % pronta, ela nunca estará pois a falta, a incompletude, é a força do processo de desenvolvimento. As orientações para a criança , em relação à sexualidade, são a de sempre responder em uma linguagem na qual ela entenda e sem extrapolar aquilo que ela perguntou. A cada momento, a pergunta da criança vai se sofisticando , passando da mera fantasia para bastante próxima da realidade.
Quando se percebe que a criança ultrapassou o limite da curiosidade para a idade, os pais devem colcoar limites adequados explicando o porquê disto.
Equipe NUNAP

Sarah disse...

Olá,

Gostaria de saber se remédios psiquiátricos podem levar a morte durante o tempo. Por exemplo, uma pessoa que já toma antidepressivos, calmantes e remédios para dormir durante muitos anos, ela pode morrer?

Obrigada!

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Olá Sarah,
Cremos que, ao tomar um remédio, o médico e o paciente devem estar sempre levando em conta a relação custo-benefício. Nenhuma droga deve ser ingerida , caso o benefício que ela traga seja inferior aos riscos e efeitos colaterais.
Os remédios utilizados na psiquiatria são bem controlados quanto aos efeitos colaterais. Como QUALQUER remédio utilizado durante longos períodos, podem ter complicações adversas futuras.
Equipe NUNAP

Sarah disse...

Obrigada pelas respostas.

Só gostaria de saber mais uma coisa.

Mãe pode ficar com a filha na terapia?

Vou ao psiquiatra uma vez por mês e minha mãe sempre fica comigo. Mas o problema é que existem coisas que eu gostaria de falar com o psiquiatra á sós. Entende?

Acho que minha mãe atrapalha. Por exemplo, ele sempre me pergunta como estou, o que está acontecendo e eu sempre falo que está tudo bem, só conta coisas à ele que a minha mãe já sabe.

Eu posso, na hora da terapia, pedir para o psiquiatra que a minha mãe saia da sala?

Existe também aquele código entre paciente e médico de sigilo?

Me ajudem, por favor.

Obrigada.

NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia disse...

Sarah,
Não é aconselhável que mãe e filha façam terapia juntas, a não ser que seja terapia de família. No caso, como você está falando de um psiquiatra, creio que não está dizendo especificamente de psicoterapia, correto ? É claro que você pode solicitar para falar privadamente com o profissional. O sigilo é sempre a principal parte da relação de confiança entre o médico e paciente. Quando se trata de menores de idade, pessoas em risco ou incapazes, algumas especificidades aparecem.
Boa Sorte .

Anônimo disse...

Sentir-se depressiva mesmo tomando antidepressivos é normal?

Estou tomando antidepressivos há três meses (amitriptilina) e agora um antipsicótico (risperidona). Mas já faz uns 15 dias que estou me sentindo muito mal, como se eu estivesse com depressão, e isso é, infelizmente, na maior parte do dia. Nada me anima, choro sem saber porquê e quando não estou chorando, sinto muita vontade de chorar, sem motivo algum.

Minha vida é maravilhosa, não tenho do que reclamar, tenho problemas, como todos, mas isso está tomando conta de mim.

Tenho medo que o médico passe remédios tarja preta, já que os que tomo não causam dependência.

Porém, na visão da psicologia o que eu posso ter?

Lógico que não tem como vocês me darem a resposta, mas não sei como dizer isso a um profissional, pois até mesmo não tenho motivo.

Conversei com a minha família sobre isso, e eles disseram que era coisa da minha cabeça. Será que é isso mesmo?


Desde já agradeço.

NUNAP disse...

Caro Anônimo,

Os medicamentos não são a salvação de tudo. Se você já realizou exames de saúde , verificando que não há uma causa orgânica para o que está acontecendo, a psicoterapia lhe ajudará a identificar aquilo que está trazendo incômodo para a sua vida.
É uma frase estranha dizer que sua vida é maravilhosa e você se sente deprimida. O que é uma vida maravilhosa afinal ? É aos olhos de quem ? Dos seus ou dos outros ? Esta vida maravilhosa tem sentido para você?
São coisas para você verificar em psicoterapia. Remédios são importante muitas vezes mas não realizam as mudanças necessárias. Estas só podem ser feitas por nós mesmos.
Equipe Nunap


Sentir-se depressiva mesmo tomando antidepressivos é normal?

Estou tomando antidepressivos há três meses (amitriptilina) e agora um antipsicótico (risperidona). Mas já faz uns 15 dias que estou me sentindo muito mal, como se eu estivesse com depressão, e isso é, infelizmente, na maior parte do dia. Nada me anima, choro sem saber porquê e quando não estou chorando, sinto muita vontade de chorar, sem motivo algum.

Minha vida é maravilhosa, não tenho do que reclamar, tenho problemas, como todos, mas isso está tomando conta de mim.

Tenho medo que o médico passe remédios tarja preta, já que os que tomo não causam dependência.

Porém, na visão da psicologia o que eu posso ter?

Lógico que não tem como vocês me darem a resposta, mas não sei como dizer isso a um profissional, pois até mesmo não tenho motivo.

Conversei com a minha família sobre isso, e eles disseram que era coisa da minha cabeça. Será que é isso mesmo?


Desde já agradeço

Anônimo disse...

TDAH tem cura?

Obrigada!

Anônimo disse...

Como é a pessoa que tem distimia?

Anônimo disse...

Caro Anônimo,

O tratamento do TDAH é feito através da combinação medicação/psicoterapia. Lembro à você que o diagnóstico não é simples pois agitação,desatenção , impulsividade, são sintomas presentes em diversas outras patologias.
O que se consegue com o tratamento é diminuir o impacto emocional da doença com a psicoterapia. Pessoas com TDAH costumam ter baixa-autoestima contruindo crenças como "sou burro", "Nuna vou conseguir", em função de sua dificuldade. A reabilitação cognitiva e mesmo técnicas específicas de controle do ambiente como usar material colorido para sublinar as partes mais importantes de um texto, ler o assunto em pequenas partes, trabalhar em uma mesa/local com poucos estímulos , auxiliam a lidar com a falta de foco.
Várias pacientes com TDAH conseguem lidar de forma adequada com o problema sem ter prejuízos significativos.
Equipe NUNAP

NUNAP disse...

Caro Anônimo,

A distimia se caracteriza pelo humor deprimido ou irritável na maior pate dos dias, em uma espécie de síndrome do mau-humor crônico. Pode se assemelhar à depressão pois apresenta sintomas como apatia, fadiga, baixa auto-estima e cansaço. Geralmente o indivíduo distímico consegue ter um funcionamento mais adequado do que um indivíduo com Transtorno Depressivo Maior.
Equipe NUNAP

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